Temer reage a Renan e diz que decisões do PMDB são legítimas

O vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB respondeu às críticas do presidente do Senado e disse que as decisões do partido são "legítimas"

O vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, respondeu às críticas do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que responsabilizou Temer pelas divisões internas no PMDB e pela mudança nas regras para filiação de novos deputados federais ao partido, aprovada esta manhã pela Executiva da legenda.

Por meio de comunicado oficial assinado pela assessoria de imprensa do PMDB, Temer disse que a Executiva pode tomar decisões que “preservem o partido de manobras e artimanhas que quebrem artificialmente a vontade expressa legitimamente pelas suas instâncias internas”. 

“É correta a afirmação de que o PMDB não tem dono. Nem coronéis. Por isso, suas decisões são baseadas no voto. O resultado apurado na reunião de hoje da Executiva foi de 15 votos a favor da resolução e 2 contrários, resultado revelador de ampla maioria. Decisão, portanto, democrática e legítima”, acrescentou.

A mudança na forma de filiação teria sido uma forma de barrar uma articulação do ex-líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, com o Palácio do Planalto, objetivando retomar a liderança, o que Picciani nega. 

O presidente do partido respondeu ainda a uma alusão feita por Renan sobre Ulysses Guimarães, liderança histórica do PMDB, que morreu em acidente aéreo em 1992. De acordo com o presidente do Senado, fazer reunião para “proibir a entrada de deputados” é um “retrocesso” que deveria fazer Ulysses “tremer na cova”.

“O deputado Ulysses Guimarães foi a maior liderança do PMDB. Qualquer jovem peemedebista sabe que seu desaparecimento se deu em um acidente em Angra dos Reis, em 1992. Seu corpo repousa no fundo do mar e devemos manter o respeito à sua história e sua memória, sem evocar seu nome em discussões que em nada enobrecem seu exemplo de retidão, honestidade e decência para todo o PMDB”, afirmou Temer em resposta a Renan. 

Embora não tenha participado da reunião da Executiva, o vice-presidente da República concordou com a resolução aprovada hoje e articulou, juntamente com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a elaboração do documento.