Temer pode fatiar grandes ministérios entre partidos, diz fonte

A disputa por espaço deve aumentar ainda mais a poucas semanas de um ano eleitoral e o Planalto poderia acomodar mais aliados

Brasília – Para conseguir acomodar todas as reivindicações da base aliada na reforma ministerial, o governo deve fatiar alguns ministérios grandes, como Cidades e Saúde, entregando o cargo de ministro para um partido, mas ceder secretarias e órgãos vinculados com bons orçamentos e boa visibilidade a outro, disse à Reuters uma fonte palaciana.

Até agora, o Planalto tem trabalhado com “porteira fechada”, entregando os ministérios completos para apenas um partido, que poderia indicar todos os principais cargos. No entanto, a disputa por espaço deve aumentar ainda mais a poucas semanas de um ano eleitoral e o Planalto poderia acomodar mais aliados.

“Cidades e Saúde são ministérios grandes, com orçamentos altos e muitas secretarias importantes”, disse a fonte. “Pode ter o ministro de um partido, a secretaria que cuida do Minha Casa, Minha Vida, a que trata do Metrô ou de saneamento com outro.”

O presidente Michel Temer ainda planeja conversar com ministros candidatos, presidentes de partidos e líderes até o final da próxima semana, antes de fechar o troca-troca, mas a disputa nos bastidores está feroz.

De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, o PP quer o Ministério das Cidades, que o tucano Bruno Araújo acabou de vagar, enquanto o PMDB está de olho na Saúde, hoje nas mãos de Ricardo Barros, justamente do PP. No Planalto, a possibilidade de o PP ficar com dois ministérios como Cidades é Saúde é vista como ínfima.

Ao mesmo tempo, o PRB também disputa um pedacinho a mais do governo além do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Outro problema que Temer precisa resolver é a Secretaria de Governo, hoje nas mãos do tucano Antonio Imbassahy. A saída do ministro é uma exigência do centrão, que não vê mais condições de interlocução com o ministro.

“O problema é que ali precisa ser um político. Não dá para por um técnico para conversar com parlamentar, especialmente em ano eleitoral. E quem vai ser em um ano em que boa parte vai ser candidato?”, ponderou uma das fontes.

Há uma pressão muito forte para que o atual ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, acumule também a função de interlocução com o Congresso. O ministro não quer, mas, como não será candidato em 2018, pode acabar sem saída.

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

  1. ViP Berbigao

    Ô politicazinha safada! Fatiar para cada um desviar o seu quinhão!!!

  2. ViP Berbigao

    E isso replica-se em todos os demais entes da federação. É o Legislativo colocando o Executivo de quatro e os políticos com gosto no ‘forevis’ do povão!