Curtas – uma seleção do mais importante no Brasil e no mundo

Temer é réu na Lava-Jato; O nazismo que Bolsonaro vê; Mais negociação para o Brexit...

Temer é réu na Lava-Jato
O ex-presidente Michel Temer é oficialmente réu da Lava-Jato do Rio de Janeiro. Nesta terça-feira, 2, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, aceitou duas novas denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal contra o ex-presidente, o ex-ministro Moreira Franco e outros 12 acusados de envolvimento em desvios de verba de obras da usina nuclear de Angra 3. Temer responderá por corrupção, lavagem de dinheiro e peculato. O ex-presidente é acusado de chefiar uma organização criminosa que negociava propinas. Na investigação pela qual se tornou réu, o MPF apura esquemas de corrupção nas obras de Angra 3 e na estatal Eletronuclear, em que supostamente Temer e seu grupo atuavam. De acordo com cálculos do MPF, o total das propinas negociadas pelo grupo somam 1,8 bilhão de reais.

Fim do horário de verão?
O presidente Jair Bolsonaro vai decidir na próxima semana sobre o fim ou a continuidade do horário de verão. Segundo o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, assim que a comitiva brasileira voltar de viagem de Israel, o presidente terá acesso aos estudos sobre os efeitos da medida. Segundo o ministro, as análises foram um pedido de Bolsonaro para que ele pudesse tomar a decisão. Albuquerque disse que os ganhos econômicos são poucos, mas não são os únicos aspectos envolvendo a questão. “Entram outros fatores, além do econômico. E isso será apresentado ao presidente. Ele tem muito interesse nesse assunto. E eu estarei pronto a partir da semana que vem”, afirmou o ministro.

_

Status diplomático
O presidente Jair Bolsonaro esquivou-se nesta terça-feira, 2, de informar se o novo escritório de negócios do Brasil em Jerusalém terá status diplomático. “Todo casamento começa com namoro e noivado”, afirmou, em uma indicação de que este será apenas um primeiro passo para sua esperada transferência total da embaixada brasileira de Tel Aviv para a cidade sagrada. Bolsonaro anunciou a medida no domingo 31 na residência oficial do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. O escritório deverá englobar as áreas de comércio, ciência e tecnologia e inovação. A expectativa de Netanyahu, que disputa sua reeleição em 9 de abril, era extrair a transferência da embaixada brasileira. O tema, entretanto, é polêmico dentro do próprio governo Bolsonaro.

_

Nazismo de esquerda?
Nesta terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro concordou com o chanceler Ernesto Araújo, que afirma que o nazismo foi um movimento de esquerda. Em Jerusalém, o presidente respondeu as perguntas da imprensa sobre o tema com uma questão: “O nome não é Partido Nacional Socialista?”, em referência ao Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, de Adolf Hitler. A declaração foi dada após uma visita ao Museu do Holocausto em Jerusalém, o Yad Vashem. O museu, no entanto, discorda da visão. Em seu site, coloca que o Partido Nazista foi “a consequência de um pequeno círculo extremamente antissemita e de direita que começou a se reunir em novembro de 1918”.

_

Cronograma do Enem mantido
Apesar da falência da gráfica contratada para imprimir os cadernos de questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o cronograma da prova está mantido de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). A instituição afirmou que o exame será realizado nos dias 3 e 10 de novembro, seguindo o que foi publicado no edital. “Em relação à falência da gráfica contratada para a diagramação e impressão dos cadernos de prova da edição deste ano do Enem, existem alternativas seguras sendo avaliadas”, informou o Inep, em nota oficial. Nesta segunda-feira, 1º, a RR Donnelley, multinacional responsável pelo exame desde 2009, informou que “precisou encerrar suas operações no Brasil” por causa das “atuais condições de mercado”. A notícia causou apreensão entre especialistas sobre a manutenção do cronograma da prova.

Mercado global em baixa
A Organização Mundial do Comércio (OMC) diminuiu nesta terça-feira, 2, a expectativa de crescimento do comércio global para este ano, de 3,7% para 2,6%. A entidade também divulgou os dados referentes a 2018, ano em que o setor cresceu 3%, número abaixo da previsão de 3,9%. Os resultados reacendem o alerta sobre a desaceleração da economia global. Segundo a OMC, o comércio tem sido pressionado por novas tarifas e medidas retaliatórias, crescimento econômico mais fraco, volatilidade nos mercados financeiros e condições monetárias mais apertadas em países desenvolvidos.“Com as tensões comerciais em alta, não se deve ficar surpreso com esse cenário. O comércio não pode desempenhar seu papel total de guiar o crescimento quando vemos níveis tão altos de incerteza”, disse o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, em comunicado.

_

Presidente da Argélia renuncia
Em meio a grandes protestos na Argélia, o presidente Abdelaziz Bouteflika, que estava governando há 20 anos, entregou sua carta de renúncia ao cargo, segundo informou a agência nacional do país APS. Ele saiu do posto após o chefe do Exército ter exigido uma ação imediata para removê-lo do cargo. Na última segunda-feira, o presidente de 82 anos já havia dito que deixaria a Presidência antes do final de seu mandato, no dia 28 de abril. O anúncio, contudo, não aplacou os protestos na capital Argel, onde o povo pede um novo sistema político.

_

May negocia com oposição
Em pronunciamento nesta terça-feira, 2, a primeira-ministra britânica Theresa May anunciou que irá negociar com o Partido Trabalhista, que faz oposição ao seu governo, para construir um plano conjunto para a saída do Reino Unido da União Europeia. May também informou que vai solicitar um segundo adiamento ao Conselho Europeu. A decisão da primeira-ministra foi tomada após uma reunião de sete horas de seu gabinete, em um momento em que cresce o medo de uma saída sem acordo no próximo dia 12. O governo britânico já teve sua proposta para o Brexit rejeitada três vezes pelo parlamento inglês. Agora, com as negociações com a oposição, é esperado que o novo plano seja mais brando e mantenha o país próximo da União Europeia depois da saída.

_

Maduro troca ministro de energia
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, demitiu o general Luis Motta Domínguez do cargo de ministro de Energia Elétrica e nomeou como substituto o engenheiro Igor Gaviria. A mudança ocorre em meio à crise dos blecautes registrados no país nas últimas semanas. Em discurso transmitido por rede nacional de rádio e televisão, Maduro explicou que o novo ministro é formado em Engenharia Elétrica, tem 25 anos de experiência na indústria e também presidirá a estatal Corporação Elétrica (Corpoelec). “Quero agradecer ao companheiro Motta Domínguez. Foram quatro anos de guerra incessante à frente do Ministério de Energia Elétrica e da Corpoelec. Pedi a ele que descanse um tempo, que se prepare para outras responsabilidades no campo da revolução”, disse Maduro.