Teleférico da Providência terá integração com BRT

Sistema Bus Rapid Transit (BRT) TransBrasil, ligará Deodoro, na zona norte da cidade, ao centro da cidade

Rio de Janeiro – O teleférico do Morro da Providência, na área central do Rio, terá integração com o sistema Bus Rapid Transit (BRT) TransBrasil, que ligará Deodoro, na zona norte da cidade, ao centro. O anúncio foi feito pelo prefeito Eduardo Paes, ao inaugurar o equipamento na manhã de hoje (2), dois anos após a primeira e única viagem teste. Com estações na Central do Brasil, na Gamboa e na Praça Américo Brum, que fica no alto do Morro da Providência, o teleférico já pode ser utilizado pelos moradores gratuitamente.

De acordo com Paes, o teleférico também será integrado a outros transportes que circularão pela região portuária do Rio, como o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). “Trata-se de uma iniciativa que se complementa com o processo de revitalização da região portuária do Rio. Podemos dizer que o centro é o grande núcleo desse processo de mobilidade que estamos implantando na cidade. Teremos nessa região o BRT Transbrasil passando ao lado do Morro da Providência, assim como o VLT, que passará pela frente da comunidade”, disse.

Com duração de cinco minutos, as viagens percorrem uma distância de 721 metros e estar]ao em fase de testes pelos próximos dois meses, operando com horários e condições especiais. O teleférico tem capacidade para transportar mil pessoas por hora, em 16 gôndolas, e é administrado pela Concessionária Porto Novo, também responsável pela revitalização da região portuária. A obra custou R$ 75 milhões.

Apesar de viver há 50 anos em um dos morros mais íngremes do Rio, a cozinheira Eliete Rocha, moradora da Providência, ainda vê o teleférico com desconfiança. “É um transporte que vale a pena para a gente, só que eu não tenho coragem, porque é muito alto. Só o tempo vai dizer se terei coragem de andar no teleférico ou não”, disse.

Mais corajosa, a moradora Sandra Cristina, afirmou que o teleférico irá facilitar a vida de muitas pessoas que vivem na comunidade, principalmente idosos e deficientes. “Aqui tem muitos idosos e muitas pessoas com deficiência física, que não têm condições de ficar descendo e subindo, já que o morro é muito alto”.