Soninha liga pane no metrô ao PT e vira alvo de ironias

Coordenadora da campanha na internet do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, foi alvo de críticas no Twitter

São Paulo – “Revolta acumulada.” Foi essa a justificativa de Soninha Francine (PPS), coordenadora da campanha na internet do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, para uma série de acusações ontem, no Twitter, de que os problemas no metrô de São Paulo seriam fruto de uma sabotagem do PT. Por volta das 13 horas, a ex-petista Soninha publicou em linguagem de internet no microblog: “Metrô de SPaulo tem problemas na proporção direta da proximidade com a eleição. Coincidência? #SABOTAGEM #valetudo #medo”.

A reação também foi na proporção direta da gravidade de seu comentário. Em pouco tempo, internautas colocaram Soninha entre os tópicos mais comentados do dia, ironizando ou reprovando (e muito poucos endossando) suas suspeitas. “Fiquei um tempo afastada do Twitter, porque os debates viram baixaria na internet, principalmente quando entra futebol ou política”, disse a ex-vereadora ao jornal O Estado de S. Paulo.

Sua volta ao universo das opiniões em 140 caracteres foi motivada por “denúncias” de uma amiga, que achou “muito estranho ter problemas no metrô três vezes na mesma semana”. Isso faz uns 20 dias. Soninha, então, passou a “prestar atenção” no assunto e a desconfiar. “Todo dia com problema? Pessoas passando mal, defeitos na ventilação, na escada rolante. Não é plausível. Todo mundo sabe que o metrô de São Paulo é um dos melhores do mundo”, argumentou, ofegante.

Soninha admite que há uma questão de superlotação no transporte público paulistano. E confessa que não apurou com a administração do metrô ou com o governo do Estado se há de fato uma série de problemas técnicos acontecendo.

Ironias

No meio da tarde, já havia sido criado o tópico “soninhafacts”, em que internautas atribuíam à ex-apresentadora a autoria de novas “denúncias”, do tipo “PT enviou milhões de pessoas a SP só para superlotar o metrô e sabotar os tucanos”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.