Skaf passa por saia justa em evento com sindicalistas

Durante o evento, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco disse que o peemedebista não é o seu candidato

São Paulo – Em sabatina organizada pela Associação dos Jornais do Interior do Estado de São Paulo (Adjori-SP) e que contou com a presença de representantes de sindicatos locais e de centrais sindicais, como Central Única dos Trabalhadores (CUT) e União Geral dos Trabalhadores (UGT), o candidato do PMDB ao governo, Paulo Skaf, passou nesta terça-feira por uma saia justa logo no início do evento.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, Jorge Nazareno, disse ao microfone que o peemedebista não é o seu candidato ao governo do Estado. “Meu candidato não é o Paulo”, afirmou, diante da plateia.

Skaf rapidamente interveio: “Mas torce para que eu ganhe.” O sindicalista tratou de amenizar a situação logo em seguida.

“Espero que em um segundo turno a gente possa estar juntos, com você no nosso palanque. E se você chegar o compromisso é recíproco”, disse.

O candidato respondeu perguntas sobre flexibilização de leis trabalhistas e afirmou que é necessário dar ferramentas para que empresários e trabalhadores possam negociar suas questões e mecanismos para acelerar os entendimentos.

“Ninguém discute tirar direitos dos trabalhadores”, afirmou o candidato.

De acordo com ele, o orçamento do Estado deve ser destinado a áreas como saúde, educação e segurança. Para as obras de infraestrutura, Skaf defendeu a realização de concessões e parcerias público-privadas (PPPs).

No caso de rodovias, ele disse que pretende fazer concessões não onerosas para garantir o menor preço para a população.

“Na época das privatizações das rodovias o governo do Estado recebeu uma bolada e o usuário até hoje paga o pato”, afirmou, em crítica indireta ao governo dos PSDB.

Após o evento, durante entrevista com jornalistas, Skaf disse que sempre teve boa relação com sindicalistas. “Nunca tive dificuldade no diálogo com trabalhadores”, afirmou.

Paulo Skaf esteve ao lado do ex-prefeito de São Paulo e candidato ao Senado em sua chapa, Gilberto Kassab.

Ele recebeu dos sindicatos da região oeste da Grande São Paulo uma agenda para diversas questões, como mobilidade urbana, segurança e desenvolvimento regional.

Dilma

Skaf foi aplaudido quando disse que votaria em Dilma Rousseff (PT) para presidente, explicando que o correligionário Michel Temer é candidato a vice na mesma chapa.

Mas, no Estado, tanto PT quanto PSDB são adversários e por isso não pretende dividir palanque com nenhum dos presidenciáveis.

O candidato também criticou o governo do PSDB pela crise da água no Estado e a segurança, mas não citou o nome do governador e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB).