Rosso confirma; Greve na Receita…

Tudo quase pronto

O líder do PSD na Câmara, Rogério Rosso (PSD-DF), confirmou nesta segunda-feira que concorrerá à presidência da Câmara na eleição desta quarta. Ele é um dos favoritos e também considerado o candidato preferido do ex-presidente da Casa, Eduardo Cunha, que renunciou na semana passada. Rosso também é candidato com maior potencial do chamado “Centrão”.

Sou eu

Com a queda de Cunha, o bloco começou a rachar, com outros candidatos mostrando interesse em concorrer à vaga, como Fernando Giacobo (PR-PR) e Beto Mansur (PSB-SP). A ideia de Rosso é tentar unir novamente os partidos em torno de seu nome, contado com o aval do de Cunha e do presidente Michel Temer, que trabalha discretamente para que a eleição tenha o menor número de candidatos possíveis. O governo acha que muitos deputados estão colocando o nome para atrapalhar o processo e exigir cargos em troca.

A concorrência

O principal concorrente de Rosso deve vir do Democratas. O deputado carioca Rodrigo Maia agrega o apoio de seu partido e do PSDB, que deve se confirmar em breve, e pode trazer votos inclusive do PT, que não quer ver a presidência da casa na mão do “Centrão”. Por enquanto, a ala mais à esquerda do partido é contra, mas o nome teria sido aprovado até por Lula. Para se eleger em primeiro turno, são necessários 257 votos dentre os 513 deputados.

Relator amigo

Para o deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF), relator dos recursos de Eduardo Cunha na Comissão de Constituição e Justiça, a votação sobre seu parecer no pedido de cassação deve ficar para depois do recesso, por haver muitos inscritos na discussão, o que atrasaria os trabalhos. A votação estava inicialmente prevista para esta terça-feira 12. Na quarta-feira acontece a votação para o novo presidente da Câmara dos Deputados, o que, segundo Fonseca, também inviabilizaria as comissões. O voto de Fonseca aponta problemas na condução do processo e solicita que ele volte para o Conselho de Ética. Fonseca, que é aliado de Cunha, lamentou que o “jogo político” favoreça o atraso.

Greve na Receita

Os auditores da Receita Federal aprovaram uma greve de dois dias prevista para quinta e sexta-feira dessa semana. Eles reclamam na demora para que o governo apresente no Congresso o projeto de reajuste dos salários. O governo está pressionado, já que a paralisação dos auditores poderia ter um grave efeito sobre a arrecadação. Os auditores querem 21,3% de reajuste, mais uma bonificação de 3.000 reais até o final do ano.

Chance perdida

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou, em entrevista ao jornal britânico The Guardian, que os Jogos Olímpicos foram uma oportunidade perdida para o Brasil. O jornal afirmou que todas as cidades-sede enfrentam problemas na preparação para o mega-evento, mas que o Brasil e o Rio de Janeiro foram prejudicados pelo misto de insegurança, Zika vírus, recessão econômica e atrasos na infraestrutura. “Não é o melhor momento para estar nos olhos do mundo”, disse Paes. Questionado sobre os altos investimentos feitos na Barra da Tijuca, ele afirmou que não esqueceu dos pobres. “Nunca houve tanta transformação para as pessoas pobres no Rio”, afirmou. O prefeito reivindica que 75% dos investimentos foram realizados em áreas pobres nas Zonas Norte e Oeste.

Cavendish e Cachoeira soltos

Fernando Cavendish, dono da construtora Delta, e o bicheiro Carlinhos Cachoeira deixaram o presídio de Bangu 8 por volta das 4h da manhã desta segunda-feira. Sem tornozeleiras eletrônicas disponíveis, os réus estão sob regime de prisão domiciliar e serão monitorados por agentes da Polícia Federal. A Procuradoria Geral da República vai pedir que o STF reveja a decisão. Cachoeira e Cavendish foram presos durante a Operação Saqueador, acusados de lavar 370 milhões de reais, teoricamente desviados de contratos de obras públicas da Delta. Outros três réus presos na mesma operação também foram liberados.

Trem parado

Nove pessoas foram denunciados por improbidade administrativa pelo Ministério Público de São Paulo. Na lista estão o atual secretário de Transportes metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, e o seu antecessor, Jurandir Fernandes, além de seis ex-presidentes do Metrô. O MP investigou que 26 trens novos, comprados por 615 milhões de reais, estão guardados, fora de operação, em pátios, alguns há mais de dois anos. Os trens devem ser usados na expansão da linha 5-lilás do metrô, que opera na Zona Sul paulistana. A previsão inicial de entrega da linha era 2014, mas passou para 2018. A assessoria do governo de São Paulo e da secretaria afirmaram que quem responde pelo caso é o Metrô.