Rodrigo Janot firma acordo anticorrupção com Banco Mundial

O procurador-geral da República assinou acordo acordo anticorrupção com o Banco Mundial, em viagem motivada pelas investigações da operação Lava Jato

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, assinou nesta terça-feira, em Washington, um acordo anticorrupção com o Banco Mundial (BM), no segundo dia de uma viagem motivada pelas investigações da operação Lava Jato, que investiga denúncias de corrupção contra a Petrobras.

O acordo assinado nesta terça-feira, na sede do BM, na capital americana, se concentra na “troca de informações para prevenir, detectar e confirmar casos de conduta indevida”, segundo nota enviada pelo banco à AFP.

Representando o banco, assinou o acordo o vice-presidente do departamento de Integridade da instituição, Leonard Frank McCarthy, que posteriormente declarou que o Brasil “fez avanços significativos no combate à corrupção”.

Janot, por sua vez, afirmou que no documento assinado, “nossas instituições podem oferecer, uma à outra, informações pertinentes para detectar, confirmar e prevenir a fraude e a corrupção”, que atentem contra a legislação nacional ou “as regras e políticas do Banco Mundial”.

O procurador-geral também manteve uma reunião nesta terça-feira com o secretário de Assuntos Jurídicos da Organização dos Estados Americanos (OEA), Jean Michel Arrighi, com quem discutiu a cooperação em “assistência jurídica, troca de experiências, direito interamericano e fortalecimento da justiça”.

Janot visita Washington acompanhado de funcionários do Ministério Público federal brasileiro, inclusive peritos que acompanham as denúncias contra a Petrobras por cobrança de propinas na concessão de contratos durante mais de uma década.

Na segunda-feira, Janot reuniu-se com a encarregada da Divisão Criminal do Departamento americano de Justiça, Leslie Caldwell.

As denúncias contra a Petrobras provocaram um verdadeiro vendaval político no Brasil e motivaram a saída de cena da presidente da empresa, Graça Foster, e sua substituição por Ademir Bendine, que era presidente do Banco do Brasil.

No Brasil, o escândalo cresce na mesma proporção das denúncias feitas por envolvidos beneficiados por acordos de delação premiada. Neste cenário, no fim de semana, uma pesquisa de opinião apontou uma dramática queda (de quase 20%) da popularidade da presidente recém-reeleita Dilma Rousseff entre dezembro de 2014 e janeiro deste ano.