Rio inicia operação para combater motoristas que bebem

As blitzes diurnas de fiscalização e conscientização ocorrerão nos principais acessos às praias, áreas de lazer e cachoeiras

Pelo quarto ano consecutivo, a Operação Lei Seca inicia hoje (4) a Operação Verão no estado do Rio de Janeiro. As blitzes diurnas de fiscalização e conscientização ocorrerão nos principais acessos às praias, áreas de lazer e cachoeiras.

No ano passado, foram abordados 17.716 motoristas durante as ações da Operação Verão. Deste total, houve mil casos de alcoolemia. Durante todo o verão também serão promovidas ações educativas para alertar a população sobre os riscos de beber e dirigir.

O coordenador da Operação Lei Seca, tenente-coronel Marco Andrade, disse que foi observado que neste período de férias há um aumento do consumo de bebidas alcoólicas pelos motoristas durante o dia.

“O objetivo é que o cidadão perceba e se adapte à realidade de que não é possível beber e dirigir, inclusive durante o dia e não somente durante a noite”, afirmou.

Segundo ele, o Brasil tem mais de 40 mil mortos por acidentes de trânsito por ano. “É exatamente por essa necessidade, essa urgência, que é inaceitável [beber e dirigir]”, disse o coordenador. “Temos uma legislação rígida para tentar frear esse comportamento errôneo da sociedade brasileira”.

As ações diurnas serão realizadas em toda a região metropolitana e interior do estado e vão até fevereiro. As blitzes à noite continuarão sendo feitas normalmente.

 

Comentários

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  1. Rodrigo Martins

    Pessoal, há uma consulta no portal e-Cidadania visando o aperfeiçoamento da Lei Seca, tornando-a mais justa. Apesar da sua aparente boa intenção, a Lei Seca é intrinsecamente imoral. Cabe esclarecer que dirigir sem condições físicas ou psicológicas é uma atitude absolutamente lamentável, mas não há crime sem dano. E toda lei que impõe uma sanção para uma conduta que não causa vítimas é moralmente injustificável. Existe uma diferença enorme entre beber e dirigir, e dirigir bêbado. A iniciativa da Lei Seca é louvável, mas sua aplicação, com tolerância zero, tem viés arrecadador. O correto seria instituir uma margem de tolerância, como acontece em muitos países desenvolvidos que sabem fazer a distinção entre causa e efeito. Assim, tiramos das ruas os irresponsáveis que colocam a vida dos outros em risco, frente a multar e incriminar quem consome quantidades ínfimas e/ou toleráveis de bebida. Se você apoia essa ideia, acesse o link abaixo, dê o seu voto favorável e compartilhe a informação.

    https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=91653