Reprovação de Temer; Carne boa no PR…

Reprovação em alta

Divulgada nesta sexta-feira, a pesquisa CNI-Ibope mostra alta na rejeição ao governo de Michel Temer. Foram 55% dos entrevistados que descreveram o governo como ruim ou péssimo, ante 39% em junho e outubro e 46% em dezembro de 2016. O governo é bom ou ótimo para 10% e regular para 31%. Outros 4% não responderam. A confiança no presidente também é menor: 79% disseram não confiar em Temer, ante 66% do levantamento em junho. A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 19 de março, com 2.000 pessoas em 126 municípios, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

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Presidente blindado

Por causa da imunidade de investigação ao presidente da República, a Procuradoria-Geral da República encaminhou ao Supremo Tribunal Federal uma manifestação em que diz não poder investigar acusações do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado contra Michel Temer. O então vice-presidente teria pedido recursos ao delator, em 2012, para a candidatura de Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo. De acordo com o relator, o valor de 1,5 milhão de reais foi repassado pela construtora Queiroz Galvão ao diretório do PMDB por “comissão paga por contratação com a Transpetro”. O Artigo 86, Parágrafo 4º, da Constituição diz que “O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções”.

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Carnes aprovadas

Segundo análise laboratoriais da Secretaria da Saúde do Paraná, os produtos coletados em Peccin, JBS, BRF e Transmeat, quatro dos 21 frigoríficos interditados pela Operação Carne Fraca, estavam regulares nos dias seguintes à operação, sem a presença de micro-organismos nocivos ou de aditivos em excesso. Foram analisados carnes, linguiças, salsichas e outros produtos das marcas Seara, Friboi, Sadia, Perdigão, Italli e Novilho Nobre. A Polícia Federal não comentou os resultados. Nesta sexta-feira, o juiz federal Marcos Josegrei, da 14ª Vara Criminal, de Curitiba, concedeu mais 15 dias de prazo para a Polícia Federal concluir o inquérito da Carne Fraca.

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De volta para a cadeia?

A Procuradoria-Geral da República pediu ao Superior Tribunal de Justiça que revogue a prisão domiciliar de Adriana Ancelmo, esposa do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), e que ela volte para a cadeia ou que a relatora da ação, Maria Thereza de Assis Moura, encaminhe o recurso para julgamento na 6ª Turma do Tribunal. “Não foram apresentados fatos novos ou motivações que justifiquem a concessão da prisão domiciliar à esposa do ex-governador Sérgio Cabral, conforme já afirmou o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2)”, diz nota da PGR. Presa desde dezembro, Adriana voltou para casa depois de liminar da relatora atendendo ao pedido do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, que acolheu os argumentos da defesa de que os filhos menores do casal não poderiam ser privados simultaneamente do convívio com os pais.

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Pedido de prisão

A Justiça Federal de São Paulo decretou a prisão do ex-delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz. Ele não compareceu a uma audiência no dia 6 de março, em que seria estabelecida a forma como ele cumpriria a condenação pelo Supremo Tribunal Federal em 2014 na Operação Satiagraha, por vazamento de informações e violação do sigilo funcional. Protógenes foi deputado federal pelo PCdoB e recebeu asilo político do governo suíço em 2016 e vive em Genebra. A decisão é da juíza substituta Andréia Moruzzi, da 7ª Vara Federal Criminal da capital paulista, já que ele não compareceu ao tribunal pela terceira vez.

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Corrupção na UFPR

A Polícia Federal deflagrou nova fase da Operação Research, que apura fraudes milionárias no repasse de bolsas de estudo a pessoas sem vínculos com a UFPR no valor de 7,3 milhões de reais, entre 2013 e 2016. Foram executados 19 mandados de condução coercitiva e um mandado de busca e apreensão nas cidades de Curitiba (PR), São José dos Pinhais (PR), Campo Grande (MS), Corumbá (MS) e Natal (RN), para rastrear o destino dos recursos e identificar novos possíveis beneficiários. O dinheiro para pesquisas de mestrado e doutorado foi gasto com joias, roupas e honorários a advogados particulares etc.