Reprovação a Dilma é a maior de um presidente desde 1992

Nova pesquisa Datafolha mostra que 65% dos brasileiros avaliam o governo Dilma como ruim ou péssimo. Aprovação é de apenas 10% da população

São Paulo – A reprovação a presidente Dilma Rousseff atingiu o nível mais baixo já registrado. Pesquisa realizada pelo Datafolha mostra que ela chega ao final do primeiro semestre de seu segundo mandato com governo avaliado como ruim ou péssimo por 65% dos brasileiros.

Os dados, publicados pelo jornal Folha de S. Paulo mostram que esse é a pior avaliação do governo Dilma desde que ela assumiu, em janeiro de 2011. Ao mesmo tempo, é a pior avaliação desde a registrada em setembro de 1992. Na ocasião, o ex-presidente Fernando Collor de Mello era avaliado como ruim ou péssimo por 68% dos brasileiros.

A pesquisa havia sido realizada poucos dias antes do impeachment do ex-presidente. O jornal ressalta que ao se levar em conta as margens de erro das duas pesquisas, o nível de reprovação dos governos Dilma Roussef e Collor estão em empate técnico.

A pesquisa ainda mostra que o governo de Dilma Rousseff é avaliado como ótimo ou bom por somente 10% dos entrevistados. Outros 24% respondem que o governo é regular.

A pesquisa é a primeira desde abril deste ano. Comparando as duas, os números não são bons para Dilma Rousseff. A reprovação da presidente subiu cinco ponto percentuais, enquanto sua aprovação caiu três pontos.

De acordo com a Folha de S. Paulo, as taxas de aprovação e reprovação são bastante parecidas nos recortes de diferentes níveis de renda, idade, sexo ou escolaridade. Entre as famílias pobres, com renda de até dois salários mínimos, 11% aprovam e 62% reprovam o governo. Ao recortar famílias com renda acima de 10 salários mínimos, 12% aprovam e 66% reprovam o governo.

O fator que ainda mostra um pouco de diferença é na questão regional. No Sudeste, apenas 7% aprovam o governo de Dilma Rousseff. Já no Nordeste, o patamar de aprovação é de 14% — queda de quatro pontos em comparação com a pesquisa anterior.

Para a pesquisa, o Datafolha ouviu 2.840 pessoas em 174 municípios entre os dias 17 e 18 de junho.