Renan exige que governo responda a hostilidade na Venezuela

O presidente do Senado exigiu que o governo tenha uma reação altiva frente à "hostilidade" com que um grupo de parlamentares foi recebido na Venezuela

Brasília – O presidente do Senado, Renan Calheiros, exigiu nesta quinta-feira que o governo federal tenha uma “reação altiva” frente à “hostilidade” com que um grupo de parlamentares brasileiros foi recebido na Venezuela.

Em nota oficial, Renan disse que os senadores brasileiros que viajaram a Caracas para tentar visitar líderes opositores presos se comunicaram por telefone e fizeram “relatos apreensivos” sobre “manifestações hostis” que os surpreenderam quando saíam do aeroporto de Maiquetía em direção à capital venezuelana.

Os senadores chegaram hoje às 12h30 locais (14h de Brasília) ao aeroporto e foram recebidos por Lilian Tintori e Patricia Gutiérrez, esposas dos políticos presos Leopoldo López e Daniel Ceballos, respectivamente, assim como por outros opositores ao governo de Nicolás Maduro.

No entanto, o ônibus que levava Aécio Neves (PSDB-MG), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), José Agripino (DEM-RN), Ricardo Ferraço (PMDB-ES), Sérgio Petecão (PSD-AC) e José Medeiros (PPS-MT) foi cercado por manifestantes.

De acordo com a “Agência Senado” e relatos dos senadores no Twitter, o veículo encontrou bloqueadas por outros ônibus as vias de acesso ao presídio onde está Leopoldo Lopez, líder do partido opositor Vontade Popular, e voltou ao terminal aéreo, mas o encontrou fechado.

No comunicado, o presidente do Senado afirmou que “repudia e abomina os acontecimentos narrados e vai cobrar uma reação altiva do governo brasileiro quanto aos gestos de intolerância narrados”.

“As democracias verdadeiras não admitem conviver com manifestações incivilizadas e medievais. Eles precisam ser combatidos energicamente para que não se reproduzam”, acrescentou.

A jornalistas, Renan disse que os fatos narrados pelos parlamentares supõem uma “agressão ao Legislativo e ao Estado brasileiro” e insistiu que o governo de Dilma Rousseff “responda” a essa “intimidação”.