Relatório aceito; Gim denunciado…

Relatório aceito

A Comissão Especial que avalia o impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado aprovou na tarde desta sexta-feira o relatório a favor do afastamento dela do cargo. Quinze deputados votaram a favor, enquanto cinco foram contrários. O resultado já era previsto, visto que a maioria da Comissão é formada por senadores da oposição. A votação do afastamento de Dilma da presidência no plenário do Senado deve acontecer na próxima quarta-feira.

Dilma brava

Durante evento na manhã desta sexta-feira, Dilma voltou a criticar o processo de impeachment e o vice-presidente Michel Temer. Ela disse que Temer está “usurpando o poder” e que é “cumplice de um processo extremamente grave”. Ela também classificou como “violento” o processo que sofre porque foi conduzido por Eduardo Cunha, quem Dilma classificou como uma pessoa “destituída de princípios morais e éticos”.

Maranhão, o supreendente

Criticado por “não ter a menor condição” de permanecer no cargo por partidos de oposição e até por alguns aliados, o presidente interino da Câmara Waldir Maranhão (PP-MA) dá de ombros. Nesta sexta-feira pela manhã ele disse a outros deputados durante uma reunião que eles “vão se surpreender” com ele. O vice-líder do governo, Silvio Costa (PTdoB-PE), afirmou que Maranhão prometeu dar seguimento ao processo de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer – que também envolve pedaladas fiscais.

Os direitos de Cunha

Afastado da presidência da Câmara, Eduardo Cunha deve continuar recebendo metade do salário e morando na residência oficial, no Lago Sul, em Brasília. Por outro lado, perde direito ao pagamento do salário de assessores e de cotas para viagens e custeio de alugueis. São benefícios semelhantes aos reservados a Dilma Rousseff caso ela venha a ser afastada. De acordo com o blog de Gerson Camarotti, da Globo, ele foi avisado por aliados que qualquer movimento precipitado pode ser interpretado pelo STF como tentativa de obstruir o processo que pede sua cassação na Câmara, o que ocasionaria sua prisão.

Pimentel denunciado

A Procuradoria-Geral da República apresentou denúncia na tarde desta sexta-feira no Superior Tribunal de Justiça contra o governador de Minas Gerais Fernando Pimentel. Ele teria recebido ilegalmente recursos por meio das empresas Bridge e BRO por causa da sua atuação enquanto ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. De acordo com a denúncia, Pimentel usava seu cargo para interceder em nome de grandes empresas, como a montadora Caoa, como a criação do programa Inovar Auto, em 2012. Segundo a denúncia, essas empresas repassavam propinas para Pimentel.

Lava-Jato

O ex-senador Gim Argello e mais 19 pessoas foram denunciadas hoje pelos procuradores da operação Lava-Jato. Entre os nomes, também estão condenados pelo Mensalão, como o empresário Marcos Valério, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o doleiro Enivaldo Quadrado. Além deles, os empreiteiros Marcelo Odebrecht, Ricardo Pessoa e Leo Pinheiro também estão na denúncia, assim como o empresário Ronan Maria Pinto, dono do Diário do Grande ABC. Cabe ao juiz Sergio Moro aceitar ou não a denúncia para tornar os investigados réus.