PT diz que país não precisa copiar modelos de lei de Meios

O presidente do PT, Rui Falcão, descartou que o país necessite copiar e implementar outros modelos de leis de Meios, como os adotados pela Argentina e Venezuela

São Paulo – O presidente do PT, Rui Falcão, descartou nesta sexta-feira no fórum “Efe Café da Manhã”, realizado em São Paulo, que o país necessite copiar e implementar outros modelos de leis de Meios, como os adotados pela Argentina e Venezuela.

“Não queremos para o Brasil o modelo da Argentina e da Venezuela, queremos liberdade de expressão e os monopólios dentro da lei. Queremos mudar o sistema de concessões e evitar que os políticos sejam donos dos meios de comunicação”, disse Falcão durante o sétimo dos cafés da manhã da Efe no país.

Para Falcão, que na próxima semana deve viajar para Caracas, “a realidade da Venezuela não tem a ver com a realidade brasileira. Há conflitos com grandes grupos de comunicação lá. Há denúncias que se aliaram com golpistas, mas nada justificaria impedir a circulação dos meios de comunicação”.

“Não proponho expropiá-los (os monopólios), mas é necessário criar um período de transição para que os donos optem para escolher entre um mandato legislativo e seguir com os meios de comunicação”, acrescentou Falcão.

Para o presidente do partido de Governo, os oligopólios nos meios de comunicação brasileiros “utilizam” os canais noticiários “para se manter no poder e a Constituição proíbe isso”.

“Necessitamos de uma lei que possa fazer valer a Constituição”, ressaltou Falcão, que reiterou que a proposta de regulação é “sem censura e sem nenhum tipo de restrição”.

“Fomos (o PT) os que mais lutamos pela liberdade de expressão na Constituição. Mas temos a existência de monopólios e oligopólios que não foram regulamentados, especialmente os meios de imprensa eletrônicos. Necessitamos de mais vozes para que não haja uma opinião pública dirigida e divulgada”, considerou o líder político.

Falcão, deputado regional no estado de São Paulo, expôs perante empresários, jornalistas e políticos convidados pela Efe e a empresa espanhola Indra, patrocinadora do café da manhã, sobre os desafios da força do Governo para 2014, como a candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff nas eleições de outubro.

O político é também o coordenador do grupo de campanha para a reeleição de Dilma, que é integrado, além do governante, pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), pelo chefe do gabinete de ministros, Aloizio Mercadante, e pelo publicitário João Santana, entre outros. 

*Atualizada às 13h20 do dia 07/03/2014