Projeto da Nova Tamoios é extremamente complexo, diz Artesp

"São 15 quilômetros de obras de arte", disse diretora geral da Agência de Transportes do Estado de São Paulo, citando jargão do setor para obras mais complexas

São Paulo – A diretora geral da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), Karla Bertocco, destacou o fato de as obras previstas na Parceria Público Privada da Nova Tamoios serem “extremamente complexas do ponto de vista de engenharia e ambiental”, para justificar sua relativa surpresa e satisfação com o número de propostas recebidas, cinco no total.

O projeto já possui licença ambiental prévia, mas é considerado de difícil execução.

“A condição de licença prévia, que o estado já teve, significa que pode fazer a obra, mas não pode ter danos ambientais, por isso, a metodologia inclui obras em túneis e viadutos”, disse.

Ela destacou que dos cerca de 21 quilômetros da nova pista da serra, 12,5 quilômetros são em túneis e 2,5 em viadutos.

“São 15 quilômetros de obras de arte”, disse, citando o jargão do setor para essas obras mais complexas.

A diretora também lembrou que são poucos os caminhos a serem utilizados para os serviços (diferente da obra da segunda pista da Imigrantes). “Há trechos que terão de ser acessados por helicóptero”, comentou.

O valor do investimento na nova pista é de R$ 2,9 bilhões, sendo que o governo deverá realizar um aporte de R$ 2,185 bilhões, a ser realizado conforme a obra vai se desenvolvendo.

Além de realizar a duplicação, a concessionária deverá administrar, por 30 anos, toda a rodovia dos Tamoios (SP-099), desde o seu trecho de planalto até o litoral, os contornos viários de São Sebastião e Caraguatatuba.

A previsão inicial é de que as obras da segunda pista durem cinco anos, mas Karla avalia que o grupo vencedor poderá acelerar os trabalhos.

“Se (o grupo) for eficiente, pode conseguir mais rápido”, disse Karla, indicando fatores que estimulam a execução acelerada do projeto.

Além de penalizações previstas em caso de atraso, a concessionária só terá algum tipo de receita ou aporte de recursos com a comprovação do andamento das obras.

O aporte público será faseado e dependerá do cumprimento de determinadas etapas das obras.

Além disso, a cobrança do pedágio só poderá ser feita após concluídos 6% das obras, o que não deve ocorrer antes do fim do primeiro ano de concessão.

A cobrança de pedágio da terceira praça somente se dará em um segundo momento, quando as obras estiverem em estágio mais avançado, previsto para o terceiro ano de concessão, acrescentou Karla.