Presidente do Galeão admite preocupação com terrorismo

"Dizer que não tem preocupação seria se abster da realidade", disse o presidente da concessionária que administra o terminal

Rio – A presença ostensiva de militares armados com fuzis no saguão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro é a primeira visão de atletas e turistas que chegam para a Olimpíada.

“Dizer que não tem preocupação seria se abster da realidade”, disse o presidente da concessionária que administra o terminal, Luiz Rocha. Apesar de atentados recentes em terminais, o plano de segurança para o principal ponto de desembarque dos competidores não foi revisto.

“No nosso, específico, não houve revisão. A presença dos militares aqui seguramente levou em consideração esses últimos eventos no mundo. A gente está bem confiante de que os passageiros se sentirão absolutamente seguros”, afirmou Rocha à reportagem.

Segundo ele, as possibilidades de atentados “são mínimas”. “Isso não significa que não devemos estar atentos e preparados.”

O terminal recebe um contingente ostensivo de policiamento feito pela Polícia Federal, Polícia da Aeronáutica, Polícia Militar e Guarda Municipal.

Os agentes ficam nos saguões de passageiros, área de embarque, entorno do terminal e sala de controle integrado, monitorando os scanners de bagagens e a movimentação por câmeras. Também o espaço aéreo passa por vigilância especial da Aeronáutica.

“Dizer que estamos despreocupados, hoje nenhum executivo responsável pode dizer. Seria se abster da realidade. Tem a atenção, preocupação e treinamento adequado. Todos os militares que estão aqui têm o preparo para a eventualidade que possa acontecer”, completou.

O terminal receberá 50 mil pessoas da família olímpica e paralímpica, entre atletas, voluntários e executivos ligados aos Jogos até a abertura, no próximo dia 5, quando sentirá o pico de operações.

Ao longo da competição, são esperadas cerca de 250 aeronaves executivas e um fluxo de mais de 1,5 milhão de passageiros pelo terminal.

O aeroporto foi reformado após R$ 2 bilhões em investimento desde 2013 – quando assumiu o consórcio formado por Odebrecht Transport, Changi International Airports e Infraero.

As obras contemplaram a ampliação do terminal de cargas, onde o fluxo de bagagens olímpicas é intenso. Já foram descarregados barcos de competição, contêineres de equipamentos de transmissão televisiva e os atletas mais sensíveis: os cavalos. “Não é qualquer cavalo, são sofisticados”, brinca Rocha.

Os 310 animais serão acolhidos em um hangar de 2800 metros quadrados. O terminal receberá, pela primeira vez, a maior aeronave do mundo – um A380, que pousará no último dia de competições para transportar de volta a delegação da França.

“É uma operação sofisticada que precisa ser ordenada, eficiente, segura. É um momento de grande demanda por eficiência.”