Prefeitura vai gastar R$ 3 mi para ter réveillon na Paulista

Réveillon de R$ 3 milhões: a administração terá apoio de R$ 1 milhão do setor privado

São Paulo – Por falta de interesse de patrocinadores, o réveillon da Avenida Paulista, no centro, será financiado pela Prefeitura de São Paulo, que acionará pela primeira vez um plano de emergência.

O prefeito Fernando Haddad (PT) disse que o gasto municipal com a festa é de aproximadamente R$ 3 milhões, conforme publicou a reportagem.

A administração terá apoio de R$ 1 milhão do setor privado. O nome da empresa que vai patrocinar o evento será divulgado nesta quarta-feira, 16, no Diário Oficial da Cidade. A Prefeitura não informou o valor que espera arrecadar com o turismo gerado na festa.

“Vamos (bancar) porque a empresa que ganhou o chamamento desistiu, de uma forma, inclusive, pouco elegante. Você ganhou um chamamento, você tem que cumprir suas obrigações. Mas nós temos sempre um plano B para essas eventualidades e vamos fazer o réveillon”, disse Haddad. O prefeito disse que já foram sondadas atrações musicais, mas ainda falta a confirmação. A Secretaria Municipal da Cultura começou a mapear as possibilidades.

Esta foi a primeira vez que a administração fez um chamamento público para a organização da festa de réveillon. No chamamento, a SRCOM, empresa de entretenimento e comunicação, ficou em primeiro lugar, e a Playcorp, em segundo. As selecionadas não encontraram patrocinadores no prazo, e a Prefeitura revogou o chamamento. Na última quinta-feira, a gestão deu cinco dias para que investidores se apresentassem. O prazo se encerrou na terça-feira, 15.

Em nota, a SPTuris, empresa municipal de turismo e eventos de São Paulo, disse ontem ter recebido duas propostas da iniciativa privada, que foram analisadas por uma Comissão Especial. Uma das propostas foi desclassificada por não atender aos itens do chamamento.

A outra proposta, declarada vencedora pela comissão, deu garantia de patrocínio no valor de R$ 1 milhão.

Segundo a SPTuris, a verba “poderá ser acrescida de cotas com outros montantes, em momento posterior à assinatura do contrato, ou ainda, cabendo à Prefeitura o complemento da verba necessária”.