PPS questiona Itamaraty sobre hospedagem de Raul Castro

Líder do partido questiona se o convite para hospedagem na Granja do Torto se estendeu também a outros chefes de Estado

Brasília – Em requerimento encaminhado nesta quinta-feira, 17, ao Ministério das Relações Exteriores, a liderança do PPS na Câmara dos Deputados questiona o ministro Luiz Alberto Figueiredo se o convite para hospedagem na Granja do Torto ao presidente de Cuba, Raúl Castro, se estendeu também a outros chefes de Estado.

Castro recebeu tal deferência do governo brasileiro e se encontrou na residência oficial de campo com o colega venezuelano Nicolás Maduro.

O líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), autor do requerimento, avaliou que embora o governo federal tenha liberdade de escolher seus hóspedes, a oferta deveria ser estendida a outros chefes de Estado, já que um tratamento diferenciado poderia ter desdobramentos negativos nas relações com outras nações.

“Com tantos chefes de Estado no País para reunião dos Brics e Unasul, causa estranheza o fato de somente Raúl Castro ter sido convidado para se hospedar em residência oficial brasileira. É bom lembrar que a diplomacia brasileira sempre trabalhou com a imparcialidade”, concluiu o deputado.

No documento encaminhado ao Itamaraty, o líder questiona se a estada na Granja do Torto previa despachos e troca de visitas das autoridades cubanas com representantes de outros países que não o Brasil.

Bueno pergunta ainda se existem antecedentes nos últimos cinco anos de casos em que autoridades estrangeiras ficaram hospedadas em residências oficiais e se a oferta foi feita à comitiva de autoridades de outras nações.

A liderança do PSDB na Câmara dos Deputados deve protocolar nesta sexta-feira, 18, seu requerimento pedindo informações ao ministro.

No documento com 10 questionamentos, o líder Antonio Imbassahy (BA) pergunta sobre o critério de disponibilização de hospedagem em residências oficiais, se o presidente Raúl Castro pediu a hospedagem para ele e sua comitiva, quem recebeu nos últimos quatro anos a mesma deferência do governo brasileiro, se a viagem de Castro foi custeada com recursos da União e se foram utilizados aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).