Por animais, estas cidades não terão queima de fogos barulhenta

Celebração tradicional é fonte de desespero para os animais, domésticos e silvestres. Mas não nestas cidades

São Paulo – A tradicional queima de fogos na noite de Réveillon é para muita gente sinônimo de festa e um rito essencial para começar o novo ano. Para os animais, no entanto, é fonte de angústia e tormento.

Por terem audição e outros sentidos mais apurados que os humanos, animais domésticos e silvestres sofrem com o barulho e a poluição liberados pela queima de fogos de artifícios nessa época do ano.

Para amenizar o desespero dos bichinhos, algumas cidades brasileiras resolveram proibir queima de fogos barulhenta, promovendo, no lugar, um show pirotécnico de cores e luz, sem estampidos.

Entre as cidades que vão adotar a virada silenciosa com efeitos visuais estão Campos do Jordão e Matão, no interior paulista, Ubatuba e Ilhabela, no litoral paulista,  Alfenas, em Minas Gerais, e Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná.

Em respeito aos animais, o criador da Turma da Mônica, Mauricio de Souza também aderiu à virada silenciosa. Em rede social, o cartunista anunciou que vai suspender a queima de fogos em sua chácara na cidade paulista de Caçapava:

“Comunico que suspendi essa apresentação em respeito aos animais domésticos e silvestres que são muito maltratados com essa prática. O som das explosões é muito violento para suas audições”, diz trecho do texto (confira na postagem abaixo).

No site do Senado foi criada uma ideia legislativa para proibir o uso de fogos de artifício com ruído em todo o país, tendo em vista os efeitos nos animais e também em grupos sensíveis, como pessoas doentes e crianças autistas.

“Inúmeros problemas são ocasionados como: amputamento de dedos, stress nas crianças autistas, incômodo nas pessoas em leitos de hospitais, mortes, etc. Nos animais causam: desnorteamento, surdez, ataque cardíaco indo a óbito (principalmente aves), atropelamento em razão de fuga, etc”, diz a ideia.

Ao receber 20 mil apoios, a ideia se tornará uma sugestão legislativa e será debatida pelos senadores. Até a publicação desta matéria, a proposta já contava com 15.071 apoios.