Política externa independe do chanceler, diz Figueiredo

O ministro das Relações Exteriores disse que a definição das principais linhas de atuação do Brasil no cenário internacional é da presidente Dilma Rousseff

Brasília – A política externa brasileira será mantida, sem alterações, avisou hoje (28) o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, que substitui Antonio Patriota.

Figueiredo disse que a definição das principais linhas de atuação do Brasil no cenário internacional é da presidente Dilma Rousseff, independente do chanceler que estiver no comando do Ministério das Relações Exteriores.

“A política externa é do governo Dilma Rousseff e não mudará independentemente de quem for o chanceler”, disse Figueiredo, que assumiu hoje a nova função e conversou por cerca de uma hora e meia com a presidenta no Palácio da Alvorada.

Figueiredo confirmou que vai participar da Cúpula da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), no próximo dia 30, no Suriname. Ele confirmou que vai ter uma reunião com o chanceler boliviano, David Choqueuanca. A expectativa é que conversem sobre a crise deflagrada a partir da retirada do senador boliviano Roger Pinto Molina da Embaixada do Brasil na Bolívia, sem salvo-conduto das autoridades bolivianas.

Paralelamente, Figueiredo reiterou que a questão envolvendo o Paraguai, que ficou suspenso por quase 14 meses do Mercosul e da Unasul, está solucionada. A expectativa é que durante a cúpula haja uma homenagem de boas-vindas ao novo presidente paraguaio, Horacio Cartes, que assumiu o governo no último dia 15.

O Paraguai foi suspenso dos blocos regionais porque os líderes sul-americanos concluíram que o processo de destituição do poder do então presidente Fernando Lugo, em junho de 2012, transgrediu a ordem democrática. As autoridades paraguaias negaram irregularidades. O Paraguai foi reintegrado ao Mercosul e à Unasul durante a posse de Cartes há 13 dias.