Planalto busca substituto de Geddel e tenta estancar crise

Os nomes ainda estão sendo colocados na mesa, mas segundo fontes do Planalto, o objetivo é chegar a um consenso o mais rapidamente possível

Brasília – Logo após a confirmação do pedido de demissão do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, a atenção está voltada para a definição de um substituto para o cargo, responsável pela articulação do governo com o Congresso.

Os nomes ainda estão sendo colocados na mesa, mas segundo fontes do Planalto, o objetivo é chegar a um consenso o mais rapidamente possível para tentar estancar a crise causada pelo episódio.

Seis dias depois de o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero denunciar que havia sido pressionado por Geddel para liberar uma obra onde o ministro baiano comprou um apartamento na planta em Salvador, Geddel Vieira Lima decidiu deixar o cargo nesta sexta-feira, 25.

A situação de Geddel ficou “insustentável”, nas palavras de um assessor presidencial, por conta do depoimento de Calero à Polícia Federal, acusando Temer de também tê-lo pressionado para liberar o empreendimento.

Geddel está na Bahia desde a noite de quarta-feira (23) e mandou sua carta de demissão a Temer por e-mail, depois de ambos conversarem por telefone.

A situação da articulação política se complica, em um momento importante para o governo em que estão em votações medidas fundamentais da área econômica, como a PEC do teto dos gastos no Senado.

Comentários

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  1. Antonio Belo Sobrinho

    Temer quis continuar jogando o jogo, como se fosse o dona da bola e não era. Mas seu (des)governo precisa ficar até 2018. Temos que torcer pelo pais e não por políticos. Outro impeachment? Mais desempregos? Temos é que dar força para aqueles que querem emplacar moralidade na política, tais como os Procuradores, os Promotores Federais, o Juiz Sérgio Moro e a Lava Jato. Pois vem aí a delação do fim do mundo. Vai ser uma black friday, liquidação de deputados e senadores que se lambuzaram com a estatal Petrobrás.