Pimentel evita analisar causas do desabamento em MG

"Não existe nem investigação aberta. Esse acidente tem que serem apuradas as causas", disse candidato ao governo de Minas

Belo Horizonte – Ex-aliado do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), o candidato do PT ao governo de Minas, o ex-ministro Fernando Pimentel, evitou fazer avaliações sobre as responsabilidades pelo desabamento do Viaduto Guararapes, ocorrido na quinta-feira, 3, na capital mineira.

O petista foi um dos padrinhos políticos da primeira candidatura de Lacerda ao Executivo municipal, em 2008, ao lado do então governador e atual senador Aécio Neves (PSDB-MG), e nesta sexta, 4, poupou o ex-aliado de qualquer crítica em relação ao colapso da estrutura, que causou as mortes de duas pessoas e deixou 22 pessoas feridas – sendo que apenas uma continuava internada na tarde de hoje.

“Imagina! Ninguém pode dizer uma coisa dessas”, declarou o candidato, ao ser perguntado se acreditava na responsabilidade da administração de Lacerda pelo acidente.

“Não existe nem investigação aberta. Esse acidente tem que serem apuradas as causas. Não vou ser leviano e dizer que a culpa é de fulano ou sicrano. A única coisa que quero dizer é externar minha solidariedade e minha dor às famílias atingidas. Esse momento é de externar nossa solidariedade, carinho com as vítimas e as famílias. É um momento de luto, de dor. Vamos superar isso”, disse.

Questionado sobre a possibilidade de ter havido pressa para conclusão da obra, que inicialmente era prevista para ser inaugurada antes da Copa do Mundo e deveria ser concluída nas próximas semanas, Pimentel salientou que não tem “nenhum dado para dizer”.

“Não sei se houve pressa. Esse tipo de consideração nesse momento é leviano. Não há nenhuma investigação séria, profunda, para dizer quais são as causas. A gente não deve reproduzir informações apressadas. É perigoso isso. Não é hora de ficar fazendo ilações, como começo a ver, principalmente associando um acidente em uma obra de engenharia com a Copa do Mundo. Não tem nada a ver uma coisa com a outra”, concluiu.