Pela reforma da Previdência, Temer vai ao Programa Silvio Santos

ÀS SETE - Presidente vai ao Programa Silvio Santos e ao Programa do Ratinho para esclarecer os pontos da proposta que altera as regras das aposentadorias

O presidente Michel Temer tem um desafio nesta quinta-feira: não só explicar, mas também passar algum otimismo em entrevistas que gravará para o SBT em que falará sobre a reforma da Previdência.

O peemedebista vai ao Programa Silvio Santos e ao Programa do Ratinho para esclarecer os pontos da proposta que altera as regras das aposentadorias a convite do chefe da emissora.

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“Eu não entendo o que vai ser votado”, disse Silvio, segundo a coluna Painel do jornal Folha de S. Paulo. “Quero que você vá lá e me explique. Se eu entender, o povo entende”.

O texto em questão, depois de desidratado pela barganha de deputados aliados, não é tão difícil de compreender.

A reforma deve, caso seja aprovada, fixar idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens tanto para funcionários públicos como da iniciativa privada.

O tempo mínimo de contribuição passa de 15 para 25 anos. O resto são gorduras que pouco interessarão ao propósito televisivo.

Temer baterá na tecla que o regime comum será uma “quebra dos privilégios” do funcionalismo público, que hoje recebe aposentadoria integral ao deixar o trabalho.

Passar confiança de que as mudanças serão feitas é outra história. Nesta quarta-feira, mais uma vez, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, admitiu que o governo não tem os votos suficientes para aprovar a reforma da Previdência.

“Não temos o suficiente, teremos em 19 de fevereiro”, disse o ministro. Não é o que parece. Além de boa parte do mercado ter se convencido que a Previdência não sai sob a batuta de Temer, ontem o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que “se não conseguir voto em fevereiro, não vota mais”. “Depois, nós vamos ter outras agendas que precisam avançar”.

Seria bom o presidente aproveitar o ensejo para explicar também que agenda é essa a que Maia se refere. Ou até quando pretende tomar custos políticos em nome de uma proposta que não anda, caso da indicação de Cristiane Brasil (PTB-RJ) ao Ministério do Trabalho e se há plano B para compor as contas. Sem uma voz decidida, não há condição de esperar apoio dando aula em horário nobre.

Comentários

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  1. Aparecida Luiza Paganin

    O Temer não tem nenhuma credibilidade para se pronunciar sobre a Reforma da Previdência ou qualquer outro assunto. Deveriam ter escolhido outra pessoa que não fosse do meio político e com carisma. Será um tiro no pé.

  2. Roberto Neves Almeida

    Silvio e Ratinho: é bem simples. Previdência é um fundo que arrecada recursos do trabalhador ao longo de sua vida laboral e os aplica e vai devolvendo estes recursos e seus lucros após a aposentadoria. No Brasil a legislação e os políticos gastaram este dinheiro, não recolheram contribuições de funcionários públicos e criaram categorias que recebem sem contribuir. Para esconder esta falcatrua misturaram tudo isto com recursos da a assistência médica do SUS e hoje afirmam que falta dinheiro, que a situação é desesperadora e que só piora. Colocam a culpa em funcionários públicos de maior remuneração, na aposentadoria precoce e afirmam que retardando as aposentadorias, diminuindo o valor das pensões tudo estará resolvido. É MENTIRA. A dita reforma da previdência só vai adiar a próxima crise. O problema é que o orçamento da União é deficitário e continuará sendo após pagar juros e amortizações da dívida pública e isto tende a piorar com a recessão da economia. A solução é isolar os recursos, aplica-los com critérios atuariais em fundos específicos como o FGTS e pagar corretamente os valores devidos. Um bom exemplo de um sistema sadio é o superavitário fundo de pensão do Banco do Brasil, a PREVI que nem pensa em mudar nenhum dos seus critérios, nem vive nenhum déficit e cuja contribuição de patronal e dos funcionários varia de acordo com a situação conjuntural dos investimentos.

    1. Darley Lages

      Está enganado Roberto e a maioria das pessoas também. O INSS não aplica o que recolhe, porque a previdência social brasileira é do tipo contributiva. Tudo o que é arrecadado é utilizado imediatamente para pagar os inativos, a cada mês. Inativos são os aposentados, as pensionistas, os que recebem auxílio doença e os que recebem seguro desemprego. Por definição legal o governo é obrigado a completar o que falta, usando recursos do Tesouro Nacional, os seja, dos impostos arrecadados. Os funcionários públicos descontam 11%. O dinheiro da previdência nada tem a ver com a saúde, pois são coisas separadas orçamentariamente. Sou um aposentado da iniciativa privada. A previdência contributiva é inviável matematicamente. A previdência contributiva é matematicamente inviável. Mande um e-mail para darleylages@yahoo.com.br e receba o projeto completo de uma previdência que funcionará. Apoie e divulgue esta ideia porque ela é do interesse de todos nós. O projeto de reforma que está em debate não vai funcionar. O resultado será desastroso. Se nada for feito, o resultado será o mesmo, só que em menos tempo. Grato pela atenção.