Partidos de esquerda traçam estratégias para recuperar espaço político

ÀS SETE - Desde o início do ano, legendas discutem atuação coordenada nas eleições de 2018 para recuperar perdas que começaram com o impeachment de Dilma

Desde o início do ano, partidos de esquerda discutem uma atuação coordenada nas eleições de 2018 para recuperar espaços políticos perdidos desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Às Sete – um guia rápido para começar seu dia

Leia também estas outras notícias da seção Às Sete e comece o dia bem informado:

Com a dificuldade de formalizar uma frente ampla de esquerda, entidades e fundações vinculadas a PT, PDT, PCdoB, PSOL e PSB passaram então a debater o que chamaram de “programa mínimo” de governo, que deve nortear as linhas básicas do programa de cada partido na campanha. O documento deve ser apresentado nesta segunda-feira, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.

O prejuízo pelo desgaste dos partidos na última eleição foi evidente. O maior expoente, o PT, perdeu 60% de suas prefeituras em 2016.

Estudiosos e cientistas políticos apontam que este é um indício latente de diminuição das legendas também no Congresso Nacional no pleito deste ano, algo que tiraria ainda mais poder político da centro-esquerda brasileira.

O programa mínimo de esquerda pode ser um primeiro passo para uma aliança. É a vontade do próprio PT que as linhas de pensamento sejam as mesmas para viabilizar uma coalizão eleitoral.

Mas o problema é o de sempre: todos querem indicar o candidato cabeça de chapa. Com a saída de cena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e virtualmente inelegível, fica mais fragmentada a figura central que aglutinaria o eleitorado da esquerda.

Hoje, o favorito ao posto é Ciro Gomes, do PDT. Mas na sua cola surge a figura do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, novo filiado do PSB. Ambos aparecem na última pesquisa Datafolha, deste domingo, empatados com 9% das intenções de voto.

O PT ainda deve divulgar um nome para herdar os votos de Lula, apesar de insistir na candidatura do ex-presidente. A estratégia petista escancara as dificuldades dos partidos de escolher entre o pragmatismo político e a rebeldia.

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s