Parte das universidades paulistas encerra greve após aumento de 1,5%

Os servidores estão em greve desde 8 de junho.

A maioria das categorias de trabalhadores – professores e servidores – das três universidades públicas paulistas decidiu encerrar a greve mantida desde maio pela campanha salarial. Eles querem agora avançar na pauta específica de cada instituição que é negociada diretamente com as reitorias.

Na negociação com o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), na qual foi discutida a pauta unificada, com pedido de reajuste de 12,6%, foi mantido o índice de 1,5%. Uma reunião técnica para avaliar o orçamento das universidades foi marcada para o dia 23 de julho.

Na Universidade de São Paulo (USP), servidores permanecem parados, mas professores já retomaram as atividades. Na Universidade Estadual Paulista (Unesp), professores e servidores suspenderam o movimento paredista. Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), servidores se mantêm em greve e professores fazem assembleia na terça-feira (26) para avaliar a adesão.

Os professores da USP decidiram encerrar a greve na semana passada. Na avaliação da segunda vice-presidente da Adusp, professora Michele Schultz Ramos, a greve trouxe “ganhos modestos, mas importantes”. Ela lembrou, em nota da entidade, que a campanha salarial se iniciou com a perspectiva de zero por cento de aumento e conquistou um reajuste (1,5%) que repôs a inflação. Ela também considerou um avanço a proposta de revisão dos percentuais no segundo semestre.

Nesta quinta-feira (16), o reitor Vahan Agopyan se reuniu com representantes do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) para discutir a pauta específica da categoria. Magno de Carvalho, diretor do sindicato, destacou, entre as propostas, o reajuste do vale-alimentação, a devolução de salários descontados da greve de 2016 e contratação de mais funcionários para o Hospital Universitário. Os servidores estão em greve desde 8 de junho.

De acordo com a assessoria de imprensa da USP, a paralisação não alterou as atividades acadêmicas e administrativas de nenhuma área. Carvalho, no entanto, garante que houve grande adesão das unidades do interior do estado, como Ribeirão Preto, Pirassununga e Piracicaba, além da recente parada dos servidores do Hospital Universitário.

Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), os servidores também se mantêm paralisados. Na pauta específica a ser discutida com a reitoria da instituição, é pedida a concessão de uma referência para todos os trabalhadores, com prioridade para os que estão no início da carreira; reposição da inflação no auxílio-alimentação; auxílio nutrição para os aposentados; e diminuição do preço do transporte fretado para servidores que moram em outras cidades. A próxima assembleia será na segunda-feira pela manhã (25) e à tarde haverá negociação com a reitoria.

Na Unicamp, os professores ainda não paralisaram as atividades, tendo sido aprovado o estado de greve. Uma assembleia na próxima terça-feira (26) vai decidir os rumos do movimento.

Os servidores da Unesp decidiram suspender a greve e iniciar o debate da pauta específica com a reitoria. Entre os pontos de reivindicação estão a equiparação dos salários das três universidades; reajuste do vale-alimentação para R$ 1,1 mil; implantação do vale-refeição no valor de R$ 40 por dia; além de temas como paridade nos órgãos colegiados e transparência da gestão da universidade. A negociação está marcada para o próximo dia 28.

A greve de professores também foi encerrada na Universidade Estadual Paulista (Unesp). Em nota, a Associação de Docentes da Unesp (Adunesp) disse que a categoria continua mobilizada e que cobrará a realização imediata de reuniões para negociação da pauta específica da categoria com a reitoria da instituição.