Para DEM, Dilma só age quando a situação fica insustentável

Para a oposição, a mudança na direção da Petrobras deveria ter ocorrido logo após a operação Lava Jato para não comprometer a credibilidade da empresa

Brasília – Líderes do DEM no Congresso avaliaram como tardia a saída de Graça Foster do comando da Petrobras.

Para a oposição, a mudança na direção da estatal deveria ter ocorrido logo após a operação Lava Jato para não comprometer a credibilidade da empresa.

“Essa demora em substituir a diretoria é uma demonstração clara de que a presidente da República perdeu o comando do país. Dilma Rousseff só age quando a situação chega a um nível insustentável”, concluiu o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE).

O deputado lembra que a empresa continua “mergulhada” em um crise séria e que precisa de uma liderança capaz de acabar com o aparelhamento político.

“A Petrobras precisa ser reestatizada, já que foi privatizada para atender interesses escusos”, comentou.

Já o líder do partido no Senado, Ronaldo Caiado (GO), disse que o afastamento da presidente da estatal traz agora um novo problema: a falta de nomes aptos para comandar a Petrobras.

“Ninguém quer assumir a presidência da Petrobras. A ingovernabilidade é da Graça Foster ou da presidente Dilma? Quem tem credibilidade vai assumir o cargo com um conselho de administração tutelado pela Dilma? Presidente da Petrobras hoje não tem autonomia, tem postura de rainha da Inglaterra. Dilma deixou a empresa sem comando”, declarou Caiado, em nota da liderança.