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ÀS SETE - Uma empresária de Salvador, mulher do marqueteiro da campanha de Eunício, coloca o presidente do Senado no centro de um escândalo de propina

Dinheiro para Eunício?

Uma empresária de Salvador, mulher do marqueteiro da campanha de Eunício Oliveira em 2014, coloca o presidente do Senado no centro de um escândalo de recebimento de recursos clandestinos. Num depoimento em vídeo, obtido por VEJA, Maurenizia Dias Andrade Alves, dona do Instituto Campus, confessou que, a pedido de seu marido, Paulo Alves, recebeu dinheiro para o parlamentar. Os recursos foram repassados pela Hypermarcas e pela JBS, que já admitiram as irregularidades ao Ministério Público, e também pela M. Dias Branco. A fabricante de biscoitos foi alvo de buscas e apreensões realizadas pela Polícia Federal nessa terça-feira, 10.

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Temer em SP (fora da agenda)

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o presidente Michel Temer veio a São Paulo na tarde desta quinta-feira para se reunir com seus advogados. Oficialmente, não constam compromissos na agenda do presidente na parte da tarde. A visita coincide com a revelação, feita mais cedo pelo jornal, de que reformas na casa da filha de Temer foram pagas pela mulher do coronel João Baptista Lima Filho, amigo de Temer e alvo da Operação Skala, em dinheiro vivo.

Reunião ministerial para novos ministros

O presidente Michel Temer apresentou, nesta quinta-feira, à sua nova equipe ministerial um balanço das atividades desenvolvidas por seu governo. Durante a reunião, o presidente mostrou um balanço na economia, e apontou a queda da inflação e da taxa de juro e a melhora na bolsa de valores como exemplos positivos de sua gestão. Participaram da reunião 28 ministros, além dos presidentes do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No início deste mês, o presidente Temer efetivou três interinos e nomeou outros oito novos ministros. Temer apresentou números obtidos também em outras áreas. Disse que, até março, 3.503 municípios manifestaram interesse de serem incluídos no programa Internet para Todos, e que 96% dos municípios estão aptos a receber as antenas que os colocarão na grande rede. O presidente ainda lembrou a renegociação das dívidas dos estados e defendeu a privatização da Eletrobras. Temer comentou também que a intervenção federal no Rio de Janeiro está apresentando os primeiros resultados, como a queda da criminalidade e o aumento das apreensões de armas e drogas.

PF: fundos de pensão na mira

A Polícia Federal informou em nota, nesta quinta-feira 12, que cumpriu dez mandados de prisão preventiva em uma operação, batizada de Rizoma, que apura irregularidades nos fundos de pensão dos Correios, o Postalis, e do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Um dos alvos é Marcelo Sereno, ex-secretário nacional do PT e ex-assessor do ex-ministro José Dirceu. O lobista Milton Lyra, ligado ao MDB, o sindicalista Carlos Alberto Valadares e o ex-chefe de gabinete da presidência dos Correios Adeilson Telles também estão entre os alvos. Além dos mandados de prisão, 140 policiais federais cumprem 21 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em São Paulo e no DF. São investigados os crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. “As investigações apontam que valores oriundos dos fundos de pensão eram enviados para empresas no exterior gerenciadas por um operador financeiro brasileiro. As remessas, apesar de aparentemente regulares, referiam-se a operações comerciais e de prestação de serviços inexistentes. Em seguida, os recursos eram pulverizados em contas de doleiros também no exterior, que disponibilizavam os valores em espécie no Brasil para suposto pagamento de propina”, diz a PF em nota.

Previdências municipais também

Policiais federais e auditores fiscais da Receita Federal cumprem 20 mandados de prisão temporária e 60 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira 12, no âmbito da Operação Encilhamento, para investigar fraudes na aplicação de recursos de 28 institutos municipais de previdência. Os mandados estão sendo cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso, Santa Catarina e Goiás. A investigação da PF suspeita que os fundos têm debêntures sem lastro (título de dívida que gera um direito de crédito ao investidor) que ultrapassam 1,3 bilhão de reais.

Sistema único de segurança

A Câmara dos Deputados aprovou na noite de terça-feira a proposta de criação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e da Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social. O projeto, enviado ao Congresso pelo governo Temer, será agora analisado pelo Senado. O texto aprovado busca facilitar atuação conjunta, por meio de operações com planejamento e execução integrados, e coordenação em nível nacional na área da segurança. A proposta inclui ainda a adoção de estratégias comuns para prevenir crimes, aceitação mútua de registros de ocorrências, compartilhamento de informações e intercâmbio de conhecimento técnico e científico entre os órgãos de segurança de todo o país. O Susp será formado pelos órgãos de segurança pública da União, estados, Distrito Federal e municípios, incluindo a Polícia Federal, as polícias Civil e Militar dos estados e de Brasília, além das guardas civis municipais, entre outros.

O habeas corpus de Palocci

Nesta quinta-feira, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter o ex-ministro Antônio Palocci na prisão. Por 7 votos a 4, o Tribunal negou o pedido de habeas corpus do ex-ministro dos governos Lula e Dilma. O ministro Gilmar Mendes acompanhou os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello para conceder o habeas corpus ao ex-ministro Antonio Palocci. Por outro lado, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Rosa Weber, Celso de Mello e Cármen Lúcia votaram contra o pedido de liberdade de Palocci, em prisão preventiva desde setembro de 2016.

OMC: comércio ameaçado

O comércio mundial de bens crescerá 4,4%, mantendo uma recuperação rápida que pode, no entanto, desandar se as tensões comerciais se agravarem ainda mais, afirmou a Organização Mundial do Comércio (OMC) nesta quinta-feira. O crescimento do comércio mundial esteve estagnado por uma década após a crise financeira, com média de 3%. Mas, no ano passado, cresceu 4,7% — muito acima dos 3,6% estimados em setembro —, e um aumento de 4% é esperado para 2019, segundo a OMC. “No entanto, esse importante progresso pode ser rapidamente prejudicado se os governos recorrerem a políticas comerciais restritivas, especialmente em um processo retaliatório que poderia levar a um agravamento incontrolável”, disse o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, em comunicado.

Ledezma pede intervenção na Venezuela

Às vésperas da Cúpula das Américas, membros da oposição tentam alertar a comunidade internacional sobre os feitos do governo venezuelano. Nesta quinta-feira, o jornal O Globo entrevistou o ex-prefeito de Caracas Antonio Ledezma, que afirmou que a Cúpula deve discutir novas sanções e uma possível intervenção humanitária no país. Fora do país desde o ano passado, Ledezma disse que os países-membros da reunião deveriam discutir, na Organização dos Estados Americanos (OEA), a questão do “dramático êxodo venezuelano”. Segundo ele, mais de 12% da população venezuelana está no exílio, e que 30.000 pessoas saem do país todos os dias. A Cúpula das Américas vai começar amanhã, e vai reunir, em Lima, no Peru, os chefes de Estado do continente americano. O evento tem como principal objetivo a cooperação entre os países da zona econômica americana.

Trocas de ameaças no Oriente Médio

O governo do Irã disse, nesta quinta-feira, que tem capacidade militar para destruir Israel. O clérigo Ali Shirazi, representante do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou que, se Israel continuasse com sua “existência traiçoeira”, sua capital e a cidade de Haifa seriam destruídas. A Força Quds é a ala paramilitar e de espionagem do Irã, encarregada de operações externas. O Irã não foi o único a ameaçar um país do Oriente Médio nesta quinta-feira. Em seu Twitter, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que decisões serão tomadas “muito em breve” em relação à Síria. Os temores de um confronto entre a Rússia, a maior aliada da Síria, e o Ocidente são grandes desde que Trump disse na quarta-feira que os mísseis “estão a caminho”, após o ataque com armas químicas na cidade síria de Douma, no início de abril. Além dele, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou, durante uma entrevista ao canal TF1, que seu país tem provas de que tropas militares sírias utilizaram armas químicas em ataques e que uma decisão seria tomada “no devido tempo”. Estima-se que mais de 70 pessoas tenham morrido e centenas ficado feriadas depois do ataque.