Odebrecht: caixa 2; Snap: U$ 24 bi…

Odebrecht: caixa 2

O empreiteiro Marcelo Odebrecht afirmou ontem ao Tribunal Superior Eleitoral que 80% dos 150 milhões de reais destinados à campanha da chapa Dilma-Temer em 2014foram pagos por meio de caixa 2, segundo fontes do jornal O Estado de S. Paulo. Odebrecht ainda confirmou que jantou com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu durante a campanha de 2014e que discutiu com ele uma contribuição para o PMDB na disputa. Odebrecht negou que tenha acertado com Temer um valor de contribuição e afirmou acreditar que os valores haviam sido decididos entre Eliseu Padilha e Cláudio de Melo Filho, ex-diretor da construtora. Odebrecht ainda afirmou que se encontrou várias vezes com a ex-presidente Dilma Rousseff, mas que as contribuições para a campanha eram acertadas com o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

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Propina para a WTorre

Um dos delatores da empreiteira Schain, Edison Coutinho, disse em depoimento que Paulo Remy Gillet Neto, sócio da WTorre, solicitou à concorrente 18 milhões de reais para não fazer parte da concorrência para a reforma do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro. A informação é do jornal O Globo. Essa é uma das obras nas quais, de acordo com o Ministério Público Federal, houve corrupção e desvio de dinheiro público por parte de diversas empreiteiras envolvidas no escândalo da Lava-Jato, como OAS, Odebrecht e Schain. De acordo com Coutinho, o cartel foi pego de surpresa com a proposta 40 milhões mais barata do que a deles pela obra e acertou o pagamento da propina a Gillet Neto como forma de eliminar a concorrência.

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Aécio ouvido em Furnas

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal que o senador Aécio Neves seja ouvido no processo que investiga a corrupção em Furnas, subsidiária da Petrobras em Minas Gerais. Além dele, devem ser ouvidos o ex-ministro José Dirceu, o ex-senador Delcídio Amaral e o ex-secretário-geral do Partido dos Trabalhadores Silvio Pereira, ou Silvinho Land Rover. A intenção de Janot é esclarecer o papel de Dimas Toledo, ex-diretor de engenharia de Furnas, no repasse de propinas, já que ele e o delator Fernando Moura discordaram durante uma acareação. De acordo com a delação, do dinheiro desviado, um terço ia para o PT nacional, um terço para o PT de São Paulo e um terço para Aécio.

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Snap: uma companhia de 24 bi

A Snap, companhia dona do aplicativo de fotos Snapchat, superou expectativas e levantou 3,4 bilhões de dólares na precificação de sua oferta inicial de ações (IPO). Trata-se do maior valor para uma empresa de tecnologia em mais de dois anos. A Snap vendeu 200 milhões de ações a 17 dólares cada. Com isso, a companhia passa a ser avaliada em quase 24 bilhões de dólares. O objetivo da companhia era levantar 3,2 bilhões de dólares. As ações serão negociadas a partir desta quinta-feira na Bolsa de Nova York com o símbolo “SNAP”.

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Fnac Brasil: não vamos embora

A livraria Fnac Brasil emitiu um comunicado nesta quarta-feira  afirmando que seu objetivo é “continuar e reforçar sua operação” no Brasil. Na terça-feira, a Fnac divulgou seu balanço do quarto trimestre de 2016, no qual passou a reportar a divisão brasileira como uma “operação descontinuada”. Segundo o comunicado desta quarta, a companhia iniciou um processo de busca de um parceiro local. “A operação brasileira precisa ter um tamanho crítico no sentido de ser relevante e reforçar sua posição de mercado”, afirma o comunicado. Nas últimas semanas circularam no mercado notícias de que a Fnac estaria em processo de fusão com a Saraiva no Brasil.

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Selic a 9,25%

As previsões para a Selic no fim do ano voltaram a cair. O relatório de mercado Focus, do Banco Central, divulgou nesta quarta-feira que a mediana das previsões para a Selic em dezembro passou de 9,50% para 9,25%. A estimativa para a inflação no fim deste ano também foi reduzida de 4,43% a 4,36%. As alterações ocorrem após um comunicado do Copom na última semana indicar que o comitê deixou a porta aberta para a intensificação dos cortes nos próximos encontros, a depender “da estimativa de extensão do ciclo” e da “evolução da atividade econômica”.
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Sessions encurralado

O partido democrata está pedindo a saída do secretário de Justiça dos Estados Unidos, Jeff Sessions, após ter sido revelado que ele se encontrou duas vezes com o embaixador da Rússia no país durante a campanha eleitoral. Foram dois encontros, o segundo deles no gabinete que Sessions ocupava no Senado, apenas um mês antes dos vazamentos da campanha democrata feito provavelmente pelo Kremlim. Ele é o segundo membro da campanha a ter se reunido com o embaixador – o primeiro, Michael Flynn, conselheiro da Casa Branca, deixou o cargo.

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Macri acusado

O presidente argentino Mauricio Macri e outros membros de seu gabinete foram acusados de tráfico de influência por irregularidades em contratos com a empresa aérea Avianca. Segundo a Justiça, a empresa teria sido beneficiada por ser próxima ao Grupo Macri. Além do presidente, seu pai, Franco Macri — fundador do grupo — também será investigado. Não é a primeira denúncia que respinga em Macri: seu chefe de gabinete, Gustavo Arribas, é acusado de ter recebido dinheiro da empreiteira brasileira Odebrecht. Também nesta quarta-feira, Macri discursou no Senado, dizendo que “a Argentina está se colocando de pé” e que a inflação está num “claro caminho descendente”, apesar dos índices beirando os 40%.

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Desarmamento das Farc

Os membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) começaram a destruir suas armas, sob supervisão da ONU. A data foi estipulada num acordo de paz assinado entre a guerrilha e o governo colombiano em novembro do ano passado. Nas últimas semanas, as tropas das Farc começaram a se retirar de seus acampamentos e a se alocar em áreas destinadas à transição antes de voltar à sociedade. Em seu Twitter, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, classificou o desarmamento como uma “notícia histórica”. O líder das Farc, Rodrigo “Timochenko” Londono, disse que os rebeldes estão abandonando as armas “com entusiasmo”.