O que esperar da hotelaria no Brasil para a Copa de 2014?

Consultores avaliam que as cidades-sede estão bem preparadas; maior risco em alguns locais é o de haver vagas demais para pouca procura quando a Copa terminar

São Paulo – Faltam dois anos e meio para o início da Copa do Mundo sediada pelo Brasil e assuntos como aeroportos e estádios ainda são sinônimos de dor de cabeça. Mas, ao contrário do que acontece com estes setores, existem áreas em que o Brasil está, desde já, bem equipado para encarar a organização de um evento das proporções de uma Copa. De acordo com especialistas, a hotelaria é uma delas.

Segundo estimativas da Mapi Consultoria, especializada no mercado de hotéis, as 12 cidades-sede da Copa de 2014 vão receber, juntas, cerca de 700 mil turistas estrangeiros e outros três milhões de brasileiros. Os números, na avaliação dos consultores, não assustam.

São Paulo, por exemplo, é uma das cidades que mais preocupa os organizadores do evento quanto à infraestrutura de seus aeroportos e seu sistema de transportes. Por outro lado, na avaliação das consultorias especializadas no mercado imobiliário, a estrutura da cidade, que possui 42 mil vagas em hotéis, mostra fôlego para jogar muito além do tempo regulamentar da Copa do Mundo.

“A cidade é uma das mais bem preparadas para a Copa pelo número de quartos disponíveis”, diz Ricardo Mader, vice-presidente executivo do escritório brasileiro da consultoria especializada em hotelaria e mercado imobiliário Jones Lang Lasalle.

Ele explica que, embora o fluxo de turistas na cidade possa sugerir dificuldades na hora de encontrar uma vaga, a dinâmica do mercado no período da Copa será bem diferente do que acontece normalmente. 

Veja abaixo infográfico mostrando a situação da rede hoteleira em cada cidade-sede.