O mapa das ocupações de escolas e faculdades contra Temer

Segundo União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, número de ocupações de escolas e universidades federais já chega a 1154

São Paulo – Número de instituições de ensino médio e superior ocupadas em protesto contra a PEC 241 do governo de Michel Temer chega a 1154, segundo informações da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) divulgadas no final da tarde de ontem.

No total, 22 estados da Federação mais Distrito Federal têm ao menos uma escola ou universidade ocupada por estudantes.

A onda de protestos começou no último dia 3 de outubro no Paraná, que abriga o maior  número de ocupações. Por lá, o movimento permanece em 845 escolas, 5 institutos federais, três institutos regionais de educação e 16 universidades contra a primeira da série de medidas propostas por Temer para retomar o crescimento econômico.

Na última segunda-feira, um adolescente de 16 anos morreu na Escola Estadual Santa Felicidade, em Curitiba (PR), após ser atingido por um colega com uma faca. Os estudantes, que ocupavam a instituição desde o dia 17, liberaram o local na terça. Apesar do incidente, os alunos do Paraná decidiram manter as ocupações em assembleia realizada nesta quarta-feira.

Das  1154 ocupações em todo o país, 102 são em universidades. O restante se divide entre escolas secundaristas e institutos federais, além da Câmara Municipal de Guarulhos (SP). Clique no mapa abaixo para ver as informações sobre cada estado.

Afinal, contra o que eles protestam?

A principal reinvindicação dos estudantes é a anulação da Proposta de Emenda à Constituição 241, que limita os gastos públicos, entre eles, os investimentos em educação.

A proposta, que depende de aprovação do Senado, prevê que um gasto mínimo obrigatório para o setor: o investimento do ano anterior corrigido pela inflação. Hoje, o governo federal é obrigado pela Constituição a investir 18% da receita líquida para a área

Os alunos reclamam também da reforma do ensino médio, anunciada por Temer via medida provisória no final de setembro. O novo modelo  prevê uma flexibilização do currículo nessa etapa de ensino e incentiva a expansão do ensino integral no Brasil.

Como fica o Enem?

Segundo o Ministério da Educação, os estudantes têm até a próxima segunda-feira, 31 de outubro, para desocupar os prédios. Do contrário, a aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que acontece nos próximos dias 5 e 6 de novembro, será cancelada nesses locais e os candidatos farão a prova em outro  dia.

Comentários

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  1. Valquiria Lemos

    Quero saber minhas respostas

  2. Daniel Araujo Maciel

    Corrige aí estagiário! É PROBLEMA!!!!

  3. Allyson Campos

    quem disse que vai congelar investimentos ? as pessoas estão má informadas

  4. arthur bezerra

    O presidente não tem problema nenhum. Ele já se formou. O problema é dos que estão sem aulas.

  5. Adilson Rocha Cupido

    O pais está um caos financeiro, não temos saúde, segurança, emprego… e cheios de corruptos roubando mais que podem levar. Daí tenta-se dar um passo no sentido de organizar a economia e melhorar a educação e vem um bando de desinformados protestar. O que querem continuar como está ? Gastar mais do que se arrecada ? Este país realmente é um paraíso de corruptos e idiotas.

  6. Você, não esta bem informado. Leia, outros jornais. Por aqui, não rola crise no Brasil

  7. Somente, fala e não pensar. Olhe o site do impostômetro de 2012 a 2015. Estamos em crise mesmo? Nunca ouve crise, os governos sempre direcionaram a nossa riqueza para pagar a dívida pública, foi assim desde o governo FHC e até agora com o TEMER. A ideia, é entregar as nossas maiores riquezas, empresas que geram lucro para o Brasil mesmo com pessoas corruptas em suas gestões. Veja o caso do Japão, o Temer passou vergonha. Pois, foi pedir investimento e o primeiro ministro aconselhou a cuidar melhor de suas empresas públicas. “Gastar mais do que se arrecada? Este país realmente é um paraíso de corruptos e idiotas.” Ou seja, eu e você somos grandes idiotas a serviço de uma mídia que não apresenta os fatos claramente.