Nas Olimpíadas, esporte é o que menos importa, diz Paes

Dos 37,6 bilhões de reais que serão gastos com os Jogos Olímpicos, 57% vem do setor privado, segundo dados apresentados por Eduardo Paes, prefeito do Rio

Rio de Janeiro – “A Copa foi um grande evento teste para as Olimpíadas”, brincou o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

A verdade é que, em agosto de 2016, a cidade vai receber 15 mil atletas de 204 países para disputar 64 modalidades – são números muito maiores que o do mundial de futebol que aconteceu este ano.

E, segundo ele, a cidade está encarando esse desafio como uma oportunidade de transformação.

“Foi o que eu disse para o Comitê Olímpico: que diferença as Olimpíadas vão fazer em Madri, Tóquio ou Chicago? Lá já tem tudo. Se a Olimpíada é mais que esporte, venham para o Rio, lá a transformação vai ser muito maior”, disse Paes a uma plateia de empresários no EXAME Fórum, no Rio de Janeiro.

“O menos importante é o esporte. Não quero tirar a importância do esporte, pelo amor de Deus, mas quero dar ênfase ao legado que é maior que isso”, disse.

Ele citou como exemplo a mudança no sistema de transporte de alta capacidade. Segundo o prefeito, em 2011, os trens e metrôs do Rio carregavam 18% da população da cidade. Em 2016, a expectativa é de que este número suba para 63% com as obras dos BRTs (Transoeste, Transcarioca e Transolímpica) e da linha 4 do Metrô.

“O atleta não vai usar estar linhas. Elas foram inspiradas pelas Olimpíadas, mas são feitas para a cidade”, disse.

Iniciativa privada

O prefeito destacou ainda a participação da iniciativa privada nas obras ligadas ao grande evento. Segundo dados apresentados por Paes, dos 37,6 bilhões de reais que serão gastos com os Jogos Olímpicos, 57% vem do setor privado.

Há uma grande participação do capital privado inclusive nas obras que ficarão como legado para a cidade: 43% dos 24,1 bilhões do orçamento desses empreendimentos serão desembolsados pela iniciativa privada.