Novo partido Podemos usa estratégia internacional para se firmar

ÀS SETE - Com o discurso de "defender as causas da população", o novo partido reproduz estratégias de países como a Espanha para conquistar eleitores

Está marcado para as 10h deste sábado, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, o lançamento do partido político Podemos. Originado no Partido Trabalhista Nacional (PTN), a sigla buscou uma nova cara para tentar conectar-se melhor à população em um momento de descrédito da classe política.

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Em uma aposta que vem dando certo em outros países, sobretudo na Espanha, o Podemos se define como um partido de centro – sem pautas da direita ou da esquerda – que pretende “defender as causas da população”.

Dentre as novas filiações de destaque estão os senadores Álvaro Dias e Romário, conforme EXAME Hoje noticiou em maio. Ex-tucano e até agora no PV, Dias pretende disputar a presidência da República em 2018.

Já Romário, que deixa o PSB depois de diversos desentendimentos e será o presidente do partido no Rio de Janeiro, deve concorrer ao governo do Rio de Janeiro ano que vem.

Além dos dois, o partido vai tentar trazer nomes que ajudem a puxar votos nos estados — um partido com nome novo, mas táticas antigas, portanto. Em um vídeo postado em sua página do Facebook na quinta, Dias apresentou Marcelinho Carioca como novo filiado.

O PTN elegeu quatro parlamentares em 2014, mas aumentou sua base e estava com 13 deputados e nenhum senador no momento.

Esse número vai mudar após as filiações que devem acontecer nas próximas semanas. O partido foi o primeiro a sair da base aliada do presidente Michel Temer após a divulgação das delações premiadas de executivos do Grupo J&F. A decisão já estava tomada, mas foi acelerada pelos acontecimentos do dia.

O PTN tem história na política brasileira. Criado em 1945, a sigla chegou a ter um presidente, Jânio Quadros, eleito em 1960. Extinto pela ditadura militar, foi refundado em 1995 e desde então é comandado pela família de Renata: primeiro pelo tio, Dorival de Abreu, depois pelo pai, José de Abreu, ambos ex-deputados.

Agora, a ideia é agarrar-se em pautas populares – o fim do foro privilegiado, por exemplo, que é um projeto de Álvaro Dias – para dar uma roupa nova ao antigo partido.

Comentários

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  1. Vladimir Gonçalves

    Ainda teimam em chamar o Regime Militar de Ditadura! Queria ver se o Exército não fizesse nada em 64. Com certeza também iriam escrachar e força por deixar o Brasil transformar-se em comunista. Será que os IMBECIS que chamam o Regime Militar de Ditadura tem noção da importância do Contra-Golpe de 64? Se não possuem, pesquisem, estudem mais. Chamam nosso Regime Militar de Ditadura, mas chamam Fidel Castro de presidente.
    Quem é o ANIMAL ou IMBECIL nessa história? Será que os jornalistas nunca se interessaram em aprender mais sobre aquela época, mas aprenderam apenas a repetir igual papagaio o que os comunistas falam? Só aos comunistas interessam que o Regime Militar seja chamado de Ditadura, pois foi para impedir que o Brasil fosse comunista.
    Aprendam mais sobre a verdadeira história, em vez de continuarem falando abobrinhas. E hoje o Brasil está novamente precisando de uma nova intervenção militar. Se não sabem o que aconteceu em 64, provavelmente também não sabem o que se passa hoje no Brasil. Ou são idiotas ou são também comunistas, a mídia brasileira.