Curtas – uma seleção do mais importante no Brasil e no mundo

Novidades nos ministérios; Argentina rebaixada; Os resultados do grupo Estácio e mais…

Novidades nos ministérios

A quarta-feira teve novas decisões sobre ministérios do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. À tarde, Bolsonaro anunciou a escolha da deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) como ministra da Agricultura. Presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), Tereza é a primeira mulher confirmada no primeiro escalão da equipe ministerial de Bolsonaro. O futuro presidente afirmou que vai eliminar o Ministério do Trabalho. A pasta será incorporada a “outro ministério”, disse em coletiva de imprensa em Brasília. Ele não deu detalhes sobre a mudança. Na segunda-feira, a equipe de Bolsonaro recebeu uma proposta para agregar o Ministério do Trabalho (MTE) ao Ministério da Indústria (Mdic). A ideia foi levada por dez associações industriais ao futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Temer convida

O presidente Michel Temer convidou o presidente eleito Jair Bolsonaro para acompanhá-lo em viagens internacionais que fará até o fim do ano, inclusive para a reunião de cúpula do G20 na Argentina no final deste mês. Temer recebeu Bolsonaro no Palácio do Planalto para um ato formal para marcar o início da transição do governo atual para o eleito. Em breve pronunciamento à imprensa, Bolsonaro agradeceu a Temer pela receptividade e disse que pode, inclusive, pedir o auxílio do atual presidente depois que tomar posse em 1º de janeiro. “Não podemos nos furtar do conhecimento daqueles que passaram pela Presidência”, afirmou Bolsonaro, ao lado de Temer.

Novo marco regulatório

A Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado aprovou o projeto de lei 79/2016, que trata do novo marco regulatório das telecomunicações e altera as regras de telefonia fixa, convertendo o atual regime de concessão em autorização. O texto também prevê menos exigências de investimentos e permite que as empresas incorporem edifícios e outros ativos diretamente relacionados às concessões atuais. O projeto segue agora para o plenário da Casa em regime de urgência, de acordo com informações da Agência Senado.

Militares no poder

O general da reserva do Exército Augusto Heleno foi confirmado nesta quarta como ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. Mais cedo, o vice-presidente eleito, general da reserva Hamilton Mourão, havia dito que Bolsonaro deve escolher um nome da Marinha para ocupar a Defesa, hoje comandado pelo general da reserva do Exército Joaquim Silva e Luna. Atualmente, os generais que compõe a equipe do governo são todos do Exército. Além de Mourão e Heleno, estão o general da reserva Oswaldo Ferreira, que deve ser indicado ministro da Infraestrutura. Além do próprio Bolsonaro, capitão da reserva. Mourão afirmou ainda que o presidente eleito irá trocar os comandantes das três forças ao assumir a presidência. Segundo ele, um movimento normal com a mudança de governo. Segundo o general, o presidente eleito irá manter a tradição de indicar o oficial mais velho de cada força para o cargo.

BC independente

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, participou de reunião com lideranças partidárias na presidência da Câmara dos Deputados nesta quarta, em que foi discutida a aceleração do projeto que concede independência para a autoridade monetária e temas de prevenção à lavagem de dinheiro, disse uma fonte com conhecimento do assunto. Uma das ideias abordadas no encontro foi como fechar um acordo com lideranças partidárias para votar um regime de urgência para o projeto que concede independência ao BC, permitindo que o texto siga diretamente para o Plenário da Câmara na próxima semana, disse uma segunda fonte à Reuters. O líder do governo na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse que a votação da proposta de autonomia do BC dependerá de todos os líderes e que caberá às lideranças decidirem se esta é uma matéria prioritária para a Câmara, afirmando que não há uma data para a proposta sobre o tema ser votada. A reunião aconteceu um dia depois de o futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, ter destacado a urgência da aprovação da reforma da Previdência, o que também é ressaltado pelo mercado e analistas econômicos.

Mais consumo

Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) mostraram que o consumo de energia elétrica no Brasil aumentou 1,1% em outubro na comparação com o mesmo período de 2017, para 62.915 MW médios. No mercado cativo, no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, o consumo ficou praticamente estável, registrando queda de 0,1%. No mercado livre, em que consumidores de grande porte, como indústrias, compram energia diretamente dos fornecedores, houve um aumento de 4%. Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE que apresentaram maior consumo em outubro na comparação com o ano anterior, destacaram-se extração de minerais metálicos (+6,6%), alimentício (+4,1%) e minerais não-metálicos (+3,9%). As maiores retrações no consumo foram verificadas no comércio (-2,4%) e nos setores de metalurgia (-2%) e têxtil (-1,9%)

Mais veículos em outubro

Dados da associação de montadoras, Anfavea desta quarta mostraram que a indústria de veículos do Brasil acelerou em outubro, atingindo o maior volume de vendas de um único mês desde dezembro de 2014, ajudando a compensar a queda nas exportações gerada pela crise no principal comprador do país, a Argentina. Em outubro, a venda de veículos novos no país somou 254.700 unidades, avanço de 25,6% sobre mesmo mês de 2017 e de 19,4% frente a setembro. Com isso, o setor acumulou licenciamentos de 2,1 milhões de veículos desde janeiro, alta de 15,3% ante mesma etapa do ano passado, acima da previsão da Anvafea para o ano, de alta de 13,7%. O mercado interno deu suporte à produção das montadoras, que subiu 17,8% em outubro ante setembro e 5,2% na comparação anual, para 263,3 mil unidades. Isso ocorreu apesar da queda de 1,8% nas exportações de veículos em outubro ante o mês anterior e de 37,3% ano a ano. No acumulado do ano, a produção de veículos subiu 9,9% na comparação anual, para 2,458 milhões de unidades. A previsão da Anfavea é de crescimento de 11,1%, para 3 milhões de unidades. Para 2019, a indústria espera que a produção de veículos possa atingir 3,2 milhões de unidades no Brasil, apesar da crise Argentina, responsável por cerca de 70% das exportações de veículos do país. A expectativa baseia-se na previsão de que as vendas no mercado interno subam ao menos 10%.

Resultados da Estácio

O grupo de ensino Estácio anunciou na noite de ontem os resultados do terceiro trimestre. A receita operacional líquida foi de R$ 852,9 milhões no trimestre, 5,5% acima do desempenho do ano passado. O EBITDA ajustado da companhia cresceu 26%, atingindo R$ 282,8 milhões. A margem EBITDA ajustada foi de 33% no período, um forte avanço frente aos 28% do terceiro trimestre do ano passado. O lucro líquido cresceu 30%, somando R$ 194 milhões. A base de alunos no segmento de ensino a distância (EAD) cresceu 18,6%, e somou 212 mil ao fim do trimestre — atingindo 40% da base total. Além disso, o tíquete médio cresceu 13,4% no ensino presencial e 18% no EAD.

Argentina rebaixada

A agência de classificação de risco Fitch rebaixou, nessa quarta-feira (07), a nota da Argentina para negativa devido à fraqueza da economia e ao panorama incerto para a consolidação fiscal nos próximos anos. “A intensa instabilidade macroeconômica em 2018, marcada por uma grande depreciação do peso, debilitou dramaticamente as perspectivas de crescimento no curto prazo”, disse a agência em um comunicado nesta quarta-feira. A nota para o país foi mantida em “B”. A Fitch prevê contração da economia da Argentina de 2,7% este ano e de 1,7% no próximo. A agência também estima uma inflação de 47% em 2018, desacelerando a 27,5% em 2019. Entretanto, a Fitch demonstrou confiança de que as autoridades poderão cumprir suas ambiciosas metas de consolidação fiscal.

Coalizão vence

O governo de coalizão da Itália venceu uma moção de confiança no Senado nesta quarta-feira provocada por um decreto de segurança polêmico. O projeto de lei do vice-primeiro-ministro Matteo Salvini, líder do partido de extrema-direita Liga, endurece os regulamentos de imigração, limita o direito de asilo e fortalece as regras antiterrorismo e antimáfia. Apesar de alguns receios entre as fileiras do antiestablishment Movimento 5 Estrelas, parceiro de coalizão da Liga, o governo venceu a votação por 163 a 59 — só 5 senadores do 5 Estrelas se recusaram a votar. “Este é um dia histórico”, comemorou Salvini, que apostou sua credibilidade no pacote que, diz ele, diminuirá o número de imigrantes que permanecem na Itália. A decisão de pedir uma moção de confiança, que é uma maneira de forçar a aprovação de uma legislação truncando o debate, sinalizou uma turbulência dentro da coalizão, que tomou posse em junho e abalou os mercados financeiros com suas diretrizes econômicas.

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