No Twitter, Bolsonaro diz que sempre buscou diálogo com líderes do G7

"Não estamos trabalhando contra ele [Bolsonaro]", diz Merkel em vídeo compartilhado pelo presidente, dos bastidores de encontro que acontece na França

(Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo que sempre buscou diálogo com líderes do G7, em um momento no qual seu governo enfrenta pressões externas em razão de incêndios nas florestas da região amazônica no país.

“Desde o princípio busquei o diálogo junto aos líderes do G-7, bem como da Espanha e Chile, que participam como convidados”, escreveu no Twitter, onde também publicou um vídeo com alguns comentários de líderes na cúpula do G7 na França.

De acordo com as legendas que acompanham o vídeo, a chanceler alemã, Angela Merkel, afirma que há planos de uma conversa por telefone nesta semana, o que é endossado por outros presentes, entre eles o presidente francês, Emmanuel Macron.

“O Brasil é um país que recupera sua credibilidade e faz comércio com praticamente o mundo todo”, disse Bolsonaro no Twitter.

Em um segundo post, acrescentou que é um país comprometido “com a proteção ambiental e respeitamos a soberania de cada país”.

“Meu muito obrigado a dezenas de chefes de estado que me ouviram e nos ajudaram a superar uma crise que só interessava aos que querem enfraquecer o Brasil!”

“Não estamos trabalhando contra ele”

O vídeo compartilhado na publicação de Bolsonaro foi captado nos bastidores do encontro do G7, grupo das sete economias mais ricas, que está reunido em Biarritz, no sul da França. As imagens foram divulgadas no sábado (24) por um dos canais da agência Bloomberg em sua conta no Twitter.

“Eu anunciei que ligaria para ele nas próximas semanas para que ele tenha a impressão de que não estamos trabalhando contra ele”, diz Merkel, sobre Bolsonaro. Macron reage positivamente à fala.

Com a escalada das notícias sobre incêndios na Amazônia, o tema ganhou notoriedade internacional e é uma das pautas em discussão na cúpula do G7. Neste domingo, Macron afirmou que o grupo planeja dar suporte técnico e financeiro à Amazônia e já está em diálogo com o Brasil e outros países da região para botar isso em prática o quanto antes.

(Por Paula Arend Laier, em São Paulo)