No Rio, uma eleição entre candidatos com muito a explicar

Segundo Ibope, Eduardo Paes lidera com 24% das intenções de voto, seguido por Romário com 18% e Anthony Garotinho, com 12% dos votos

A 16 dias do fim do primeiro turno, o Rio de Janeiro tem uma eleição para governador totalmente aberta. A pesquisa Ibope, divulgada nesta quarta-feira (19), mostrou que Eduardo Paes (DEM) lidera a corrida, com 24% das intenções de voto, seguido por Romário (Podemos), com 18% e Anthony Garotinho (PRP), com 12% dos votos.

Paes perdeu dois pontos percentuais em relação à última pesquisa, e sua diferença para Romário foi reduzida para oito pontos percentuais. O ex-jogador, que continua com 14%, pode perder o lugar no segundo turno, uma vez que Garotinho aumentou dois pontos, e está tecnicamente empatado.

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A campanha mais conturbada é a de Anthony Garotinho (PRP), ex-governador que teve autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para concorrer após ter o registro de candidatura negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). Ele ainda corre o risco de ver sua campanha barrada, uma vez que o Ministério Público Eleitoral recorreu da decisão. A alegação, segundo o ministério, é que Garotinho se enquadra nos critérios da Lei da Ficha Limpa (ele foi condenado por calúnia contra funcionário público e também por formação de quadrilha).

O ex-jogador e ex-senador Romário Faria (Podemos) também viveu episódio conturbado nos últimos dias. Ele foi acusado de atropelar um motociclista em acidente que ocorreu no ano passado. Nesta semana, o Ministério Público estadual do Rio afirmou que o ex-jogador era o motorista do carro que atingiu Ernesto da Silva, que ficou 30 dias internado no hospital. Romário fechou um acordo de 50.000 reais com a vítima.

Mesmo sem responder a nenhum processo, Eduardo Paes tem tido dificuldade em explicar sua relação com o ex-governador do estado, Sérgio Cabral, que já foi condenado a mais de 180 anos. Em entrevista ao site G1, o ex-prefeito voltou a afirmar que não tinha nenhuma relação com o ex-governador, e que “não fugia à responsabilidade” de ter atuado durante seu governo. “Eu respondo pelos meus atos”, disse.

Com tantos problemas com que lidar, sobra pouco tempo para propostas capazes de tirar o Rio de Janeiro do caos fiscal e da crise de segurança que levou à intervenção federal.