Mundo político reage a pedido de demissão de Pedro Parente da Petrobras

Enquanto governistas ressaltam legado do executivo do comando da estatal, oposicionsitas lembram "apagões" nas gestões de Parente

Pedro Parente pediu demissão da presidência da Petrobras nesta sexta-feira após 11 dias de greve de caminhoneiros em protesto, que levou desabastecimento a todo o país na última semana, contra a alta do preço do diesel.

Veja a reação de integrantes do mundo político brasileiro à demissão.

EUNÍCIO OLIVEIRA (MDB-CE), PRESIDENTE DO CONGRESSO NACIONAL:

“O presidente de uma empresa monopolista como a Petrobras precisa reunir visão empresarial, sensibilidade social e responsabilidade política. A ANP (Agência Nacional de Petróleo) deve ter participação mais ativa na formação dos preços dos combustíveis.”

GERALDO ALCKMIN, PRÉ-CANDIDATO DO PSDB À PRESIDÊNCIADA REPÚBLICA:

“O importante agora é não desperdiçar o trabalho de recuperação da Petrobras que Pedro Parente conduziu. E adotarmos uma política de preços de combustíveis que, preservando a empresa, proteja também os consumidores.”

SIMONE TEBET, LÍDER DO MDB NO SENADO:

“Pedro Parente foi fundamental para a recuperação da Petrobras, diante das dificuldades em que ela se encontrava. Ele deixa marcas importantes: não lhe falta competência, nem credibilidade. Não faltou gestão, mas, sensibilidade para entender o momento pelo qual o Brasil atravessa, e fazer da Petrobras um instrumento de desenvolvimento e justiça social, também atribuições da estatal.”

HUMBERTO COSTA (PT-PE), LÍDER DA MINORIA NO SENADO:

“Pedro Parente, ministro do apagão elétrico do PSDB e ministro do apagão de combustível de Temer, não aguentou a pressão. E caiu fora do governo golpista.”

RODRIGO GARCIA, LÍDER DO DEM NA CÂMARA:

“Se a crise teve um lado bom foi o de trazer à tona a política de formação de preços dos combustíveis. Este debate terá de ser enfrentado… Considero inoportuno o pedido de demissão de Pedro Parente, visto que a política de preços está, até o momento, mantida e o governo recorreu a outros caminhos para minimizar o impacto de preços.”

GUILHERME BOULOS, PRÉ-CANDIDATO DO PSOL À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA:

“Pedro Parente já vai tarde. A desastrosa política de preços da Petrobras e a privatização branca causaram um estrago que o povo brasileiro está sentindo no bolso. Parente já foi, agora falta o Temer!”

LINDBERGH FARIAS, LÍDER DO PT NO SENADO:

“Com a saída do tucano Mister Apagão da presidência, a luta pela mudança da política de preços se torna ainda mais necessária!”