Motociclistas de São Paulo querem facilidades para circular

Manifestação de motociclistas reivindicou medidas para melhorar a circulação e o estacionamento de motos na capital paulista

Manifestação de motociclistas em São Paulo terminou na noite de hoje (26) em frente à Câmara Municipal paulistana, onde entregaram uma carta com reivindicações aos vereadores, entre as quais medidas para melhorar a circulação e o estacionamento de motos na capital paulista.

Antes de chegarem à Câmara, os motociclistas bloquearam diversas vias da capital paulista, como as Avenidas dos Bandeirantes e 23 de Maio e a Rua Líbero Badaró, provocando congestionamento na cidade. Eles também fizeram uma parada rápida em frente à prefeitura, onde pretendiam ser recebidos pelo prefeito da cidade, Fernando Haddad, o que não ocorreu.

Segundo o Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Moto-Taxistas do Estado de São Paulo (SindimotoSP), o protesto reuniu 10 mil motociclistas no momento de maior concentração. A Polícia Militar disse não ter calculado o número de participantes do protesto.

Os motociclistas reclamam na carta da proibição de motos circularem nas marginais [hoje, as motos não podem circular pela Marginal Tietê, mas, segundo os motociclistas, também está em estudos proibir a circulação na Marginal Pinheiros]; do estreitamento de faixas do trânsito nas vias públicas; da falta de bolsões de estacionamento no centro da cidade; da redução de velocidade sem campanhas de educação e da falta de campanhas de educação no trânsito para motociclistas.

Eles pedem a expansão dos bolsões para estacionamentos de motos; normatização de faixas de segurança para motos e sinalizadores de solo nos corredores virtuais de circulação de motos, entre outras medidas. Os vereadores Salomão Pereira (PSDB) e Adolfo Quintas (PSDB) se comprometeram a analisar a carta dos motociclistas e lembraram o projeto de lei, nº 178/2011, que tramita na Câmara Municipal e determina a utilização de faixa exclusiva para motociclistas na cidade.

O presidente do sindicato Gilberto Almeida, o Gil, lamentou que o prefeito não tenha recebido um representante da categoria: “Embora o prefeito não tenha nos recebido mais uma vez, analisamos [o protesto] positivamente porque colocamos para fora o que está engasgado, que é a indignação de anos e anos”. Segundo Gil, apenas um assessor da prefeitura recebeu a carta de reivindicações.

Por meio de nota à imprensa, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), informou que foi criado um grupo específico, em outubro, para tratar das questões envolvendo o setor: “No período, ocorreram 18 reuniões, onde medidas como a criação de 319 espaços do Frente Segura [áreas destinadas para motos e bicicletas junto aos semáforos, à frente dos outros veículos], a instalação de 88 bolsões de estacionamento para motofrete e a reforma de outros 32 foram implantadas”:

Também por meio de nota, o Sindicato das Empresas de Distribuição das Entregas Rápidas do Estado de São Paulo (Sedersp), que representa a categoria patronal motofretista, disse apoiar o protesto pacífico e que “reforça a necessidade emergencial da regulamentação da classe, da fiscalização e combate às empresas clandestinas e das plataformas de aplicativos, e de cobranças de ações efetivas do Poder Público para melhorias no transporte, dentre elas políticas de incentivo à educação no trânsito”.

Segundo o sindicato, o setor atende cerca de 600 mil empresas por dia, gerando emprego para mais de 200 mil motofretistas na capital paulista.