Ministro lamenta caminho trilhado por André Vargas

Gilberto Carvalho ressaltou que é sadio que o Congresso exclua aqueles que não tiverem um comportamento digno

Brasília – O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse hoje (11) lamentar que o ex-deputado petista André Vargas (sem partido-PR), cassado ontem por suposto envolvimento em negócios com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, “tenha acabado trilhando esse caminho”.

“A gente lamenta, evidentemente, que um companheiro nosso tenha acabado trilhando esse caminho. Não quero fazer o julgamento da pessoa. Tenho respeito pelo André, mas infelizmente, de fato, comprovadas as práticas inadequadas, os erros, os desvios, não há outro caminho a não ser a gente punir o erro. Essa é a novidade no Brasil: é um governo que não procura encobrir as falhas dos seus próprios correligionários quando eles caem em desvios e erros”, disse.

O ministro ressaltou que é sadio que o Congresso exclua aqueles que não tiverem um comportamento digno.

“Eu só espero que isso continue e valha para todos aqueles que efetivamente, de uma forma ou de outra, saem do prumo, de uma linha ética e de uma conduta moral adequada”, disse Carvalho, que participou da abertura da sexta edição do Diálogos Governo – Sociedade Civil sobre o Brasil sem Miséria.

Sobre as contas da campanha da candidata Dilma Rousseff à Presidência, aprovadas ontem com ressalvas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro disse que, em nenhum momento, houve dúvidas de que as contas seriam aprovadas.

“As nossas doações foram formais, oficiais. Felizmente, prevaleceu o bom senso, as contas foram aprovadas e as ressalvas serão resolvidas”.

Segundo Carvalho, o governo petista é muito combatido pelo fato de incluir milhões de brasileiros.

“O medo que a direita, que os conservadores têm de nós não é um problema da corrupção. A corrupção sempre existiu no país. Eles nunca combateram. Nós estamos combatendo a corrupção e tendo a capacidade de cortar na própria carne quando é necessário. O medo que eles têm é outro: é porque estamos trazendo para a mesa do debate político, para a cidadania, milhões de brasileiros”.