Ministério diz que pescados de área afetada por óleo podem ser consumidos

Um estudo encomendado pela pasta da Agricultura apontou que o pescado de áreas afetadas por petróleo estão aptos para consumo humano

Um estudo encomendado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento revelou que o pescado de áreas afetadas por manchas de óleo estão aptos para consumo humano. De acordo com o laudo, amostras coletadas na Bahia, no Ceará, em Pernambuco e no Rio Grande do Norte não contêm níveis significativos de contaminação por petróleo.

As amostras utilizadas no estudo foram coletadas nos dias 29 e 30 de outubro em estabelecimentos registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) e foram testadas para 37 compostos diferentes de Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPA) – substâncias que indicam a contaminação por derivados de petróleo. Além de diferentes espécies de peixes, os testes também avaliaram a condição de lagostas.

Segundo o ministério, a reavaliação de pescados será contínua e os resultados serão publicados com atualizações das recomendações de saúde.

“Peixe é inteligente”

Antes do estudo sobre as condições dos animais das regiões afetadas, o secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Júnior, havia afirmado que a população do Nordeste poderia continuar consumindo frutos do mar dos locais atingidos. Segundo o secretário, o peixe teria inteligência para fugir ao perceber a presença de óleo no mar.

“O peixe é um bicho inteligente. Quando ele vê uma manta de óleo ali, ele foge, ele tem medo”, afirmou Seif Júnior. “Então, obviamente que você pode consumir seu peixinho sem problema nenhum. Lagosta, camarão, tudo perfeitamente sano.”

Até o início de novembro, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), 110 animais foram encontrados sujos de óleo no litoral nordestino, entre tartarugas-marinhas, aves e um peixe-boi. Do total, 81 estavam mortos.

Ainda de acordo com o Ibama, 286 localidades de 98 municípios dos nove Estados do Nordeste foram atingidas pelo óleo.

(Com Agência Brasil)