MG lidera ranking de escolas privadas no Enem; SP está em 5º

Escolas privadas de Minas Gerais tiveram as maiores notas do Enem, seguidas por Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo

São Paulo – Estado mais rico do Brasil e com mais escolas particulares no top 100 das notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), São Paulo ocupa só a 5.ª posição em notas por rede privada entre os Estados – média de 564,1 pontos.

A lista é liderada por Minas, com média 585,3 na prova objetiva do exame, seguido por Espírito Santo (571,1), Santa Catarina (567,1) e Rio Grande do Sul (565,7).

A maioria (5,5 mil) das unidades paulistas tem alunos vindos de famílias de nível socioeconômico considerado médio e alto e há um pequeno grupo de 36 escolas com estudantes de renda baixa.

Estados do Nordeste, como Piauí e Ceará, que têm escolas no topo do ranking, aparecem ainda mais abaixo se consideradas as médias por Estado – o Piauí ocupa a 10.ª posição, com média de 552,7 pontos e o Ceará, a 15.ª, com 545,8.

Desde 2011, a média das privadas piorou em 9 Estados – Rio, Santa Catarina, Bahia, São Paulo, Goiás, Rio Grande do Sul, Alagoas, Paraná e Minas -, além de Brasília.

Mesmo com as quedas, em todos os Estados a nota das particulares é superior à das públicas. A média geral das públicas na prova objetiva foi de 486,5, ante 556,54 nas privadas.

Até na desigualdade entre essas redes há variação nos Estados: as maiores distâncias nas notas entre públicas e privadas estão em Tocantins (90,9 pontos), Minas (89,6 pontos) e Piauí (88,5 pontos).

Em São Paulo, a diferença é de 63,7 pontos. O Estado ainda concentra o maior número de escolas que fazem parte do ranking das privadas.

Das 6,2 mil participantes, 1,8 mil estão no Estado (ou 29% do total). Se considerada a média geral das escolas privadas, São Paulo teria 872 unidades abaixo desse patamar.

Gestão

Para o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Comercial, Benjamin Ribeiro da Silva, os resultados do Enem mostram que há melhor gestão na rede privada. “

Há, sim, um fator socioeconômico, mas não é o que pesa mais. Há uma diferença de gestão, que é melhor nas privadas, com mais compromisso com os alunos e estímulos. Temos escolas particulares com os mesmos professores das públicas, mas com a nota melhor”, diz.

Já o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, diz que é “desperdício” pagar uma escola particular de baixo custo. “Só há uma diferenciação social. Em termos educacionais, a diferença é pequena, quase nula. Os pais pagam porque acreditam que o filho vai ficar mais seguro. Mas o desempenho é parecido.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.