Metalúrgicos protestam em SP contra demissões na GM

Com faixas e apitos, cerca de 120 manifestantes, que chegaram em caravana, defendiam a manutenção dos quase 1.800 empregos na fábrica da General Motors

São Paulo – Um protesto organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região movimentou no início da tarde deste sábado a entrada do Salão Internacional do Automóvel, que acontece no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na capital paulista. Com faixas e apitos, cerca de 120 manifestantes, que chegaram em caravana, defendiam a manutenção dos quase 1.800 empregos na fábrica da General Motors (GM) de São José dos Campos, previstos para serem cortados no final de janeiro de 2013, com o encerramento de uma linha de produção.

“O protesto é para externar a situação que os trabalhadores vivem. Queremos dos governos federal e estadual a proibição das demissões”, disse o presidente do sindicato, Antonio Ferreira de Barros, ao lado do carro de som. A manifestação ocupou parte da pista da avenida Olavo Fontoura, no bairro de Santana. Segundo ele, não há razões para as demissões porque a empresa registra aumento de vendas e se beneficia de isenções fiscais do governo federal, como do corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que foi prorrogado até o final deste ano.

Há duas semanas, os metalúrgicos aprovaram acordo com a GM, que adiou as demissões do final de novembro para o dia 26 de janeiro de 2013. Barros disse que, dos 1.840 trabalhadores que devem ser demitidos com o fechamento da linha de montagem, 242 já aceitaram ingressar em um plano de demissões voluntárias. “O restante dos trabalhadores quer continuar trabalhando”, contou.

Segundo ele, a categoria reivindica que a linha de montagem seja mantida no Brasil e não transferida para plantas da GM em outros países. O sindicalista afirmou que a empresa pretende produzir no exterior para depois importar os carros ao Brasil, com incentivos relativos a acordos comerciais. Neste momento, cerca de 900 trabalhadores mantêm suas funções na unidade da GM em São José dos Campos. Outros 824 estão com contratos de trabalho suspensos.