Meta aprovada; Renan não quer delação…

Meta fiscal aprovada

O Congresso aprovou na madrugada desta quarta-feira a meta fiscal com déficit primário de 170,5 bilhões de reais. A sessão durou mais de 16 horas e foi marca por discussões entre governo e oposição. É a primeira vitória do presidente interino Michel Temer no Legislativo. Temer se envolveu pessoalmente nas negociações com parlamentares e conseguiu que a meta fosse votada a jato no Congresso.
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Renan não quer delação

Em conversa gravada com o ex-presidente da Transpetro Sergio Machado, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) disse que apoia uma mudança na lei que permite que presos virem delatores, segundo o jornal Folha de S. Paulo. O recurso foi consagrado na Operação Lava-Jato. Renan também critica a decisão do Supremo Tribunal Federal de manter uma pessoa presa após a segunda condenação.
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As medidas de Temer

O governo Temer anunciou nesta terça-feira seu primeiro grande pacote de medidas econômicas. A equipe econômica divulgou que vai enviar ao Congresso uma emenda constitucional para criar um teto para o crescimento dos gastos do governo. Para limitar o crescimento da despesa primária, o governo usará a inflação do ano anterior. Estarão atrelados a esse limite, inclusive, as despesas com saúde e educação. O governo também quer adiantar a devolução, pelo BNDES, de 100 bilhões de reais em empréstimos feitos pelo Tesouro. Seriam 40 bilhões de reais imediatos mais duas parcelas de 30 bilhões de reais nos próximos dois anos. Os contratos venciam entre 2027 e 2060.

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As medidas de Temer 2

A equipe econômica de Temer anunciou ainda que quer acabar com o Fundo Soberano, criado durante o governo Lula para gerir os recursos do pré-sal. O objetivo é utilizar os cerca de 2 bilhões de reais que estão aplicados para cobrir o endividamento público. O anúncio fez as ações do Banco do Brasil caírem 5,5%, já que o fundo tem mais de 100.000 ações do banco que devem ser vendidas.

Tapa de Temer

O presidente interino Michel Temer foi enfático numa reunião com líderes das bancadas da base aliada ontem. Temer deu um soco e um tapa na mesa ao afirmar que ele não é “coitadinho” nem “frágil” por voltar atrás em suas decisões e que não tem compromisso com os erros. “Se fizer [o equívoco], consertá-lo-ei.” O presidente também disse que está acostumado a tratar com bandidos nos tempos que era secretário de Segurança de São Paulo.

Jucá no Congresso

Depois de ser exonerado do Ministério do Planejamento, o senador Romero Jucá voltou para o Congresso. Na tribuna, ele disse que deve apresentar uma defesa formal sobre o caso nesta quarta-feira no Senado. Jucá também disse que Temer pediu a ele que continuasse no cargo. O senador Telmário Mota, rival de Jucá em Roraima, protocolou uma denúncia contra o ex-ministro no Conselho de Ética pedindo sua cassação por quebra de decoro parlamentar, já que o ministro do STF Gilmar Mendes disse não ter visto tentativa de obstrução da Lava-Jato por parte de Jucá no áudio divulgado.

Mais propina para Dirceu

Seis dias depois de ser condenado a 23 anos e três meses de prisão por participação no esquema de corrupção da Petrobras, José Dirceu foi citado novamente na Operação Lava-Jato. Ele é suspeito de ter recebido 2,8 milhões de reais de propina de fornecedoras da estatal. Nesta terça-feira começou a 30a fase da operação, chamada de Vício. No mesmo dia, Dirceu pediu ao STF perdão para sua pena no mensalão.

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Mais um problema para o BTG

O banco BTG Pactual recebeu nesta terça-feira a aprovação dos órgãos reguladores para vender o controle de seu banco suíço BSI. Juntamente com isso veio a notícia sobre as punições ao BSI por causa de investigações sobre lavagem de dinheiro e falha de compliance. As penalidades envolvem um confisco nos lucros no valor de 95 milhões de francos suíços (cerca de 339 milhões de reais) e uma multa de 13 milhões de dólares (algo em torno de 33 milhões de reais). Segundo a empresa, isso reduzirá o valor que a EFG International pagará ao BTG pelo banco.

Cuba dos microempresários

O governo de Cuba anunciou nesta terça-feira que micro, pequenas e médias empresas serão regularizadas no país. Até então, negócios desse tipo não podiam ter funcionários nem realizar transações internacionais, e as únicas iniciativas de empreendedorismo permitidas fora do Estado eram cooperativas e trabalhos autônomos. No último Congresso do Partido Comunista, em abril, o líder cubano Raúl Castro defendeu o investimento estrangeiro como forma de gerar empregos na ilha.

Não vai ter Coca

A fabricante de bebidas Coca-Cola anunciou que vai suspender a produção de bebidas doces na Venezuela devido à falta de açúcar. Na sexta-feira 20, a empresa já havia indicado que usava seus últimos estoques do produto. Produtores de açúcar venezuelanos afirmaram no início do ano que só seriam capazes de atender a 30% da demanda nacional, por enfrentar dificuldades como a regulação de preços imposta pelo governo, a violência nas áreas de plantio de cana e o escasso acesso aos dólares preferenciais para importação de insumos.