Medalhas: a meta distante

Será que não vai dar? Nesta quarta-feira, equipes brasileiras voltam a entrar em campos, quadras e pistas do Rio de Janeiro, mas provavelmente nenhuma medalha dourada se juntará às três conseguidas até agora. Passada mais da metade dos Jogos Olímpicos, fica claro que dificilmente o país atingirá o objetivo do Comitê Olímpico Brasileiro, de ficar entre os 10 primeiros do quadro de medalhas. Para isso, precisaria de nove ou dez ouros – o Japão, atual décimo colocado, já tem sete.

Ainda há chances de sobra. O Brasil ainda está na disputa em modalidades nas quais é favorito, como o voleibol de quadra masculino, o vôlei de praia masculino e feminino, a vela, com Martine Grael e Kahena Kunze, e o futebol masculino. O problema é que teria que vencer todas elas, ou torcer para um novo azarão, como foram os casos dos três ouros que vieram até agora – com Rafaela Silva, no judô; Thiago Braz, no salto com vara, e Robson Conceição no boxe.

Alguns esportes decepcionaram. O judô conseguiu somente três medalhas, das cinco que estavam no plano da confederação. A natação trouxe apenas uma, das três esperadas. No último ciclo olímpico, foram investidos cerca de quatro bilhões de reais na formação de atletas – um recorde que, para o próprio Comitê Olímpico Brasileiro, faria o país mudar de patamar.

Até aqui, a proporção de medalhas por atletas da delegação brasileira é de 2,36%. Em Londres, o Reino Unido teve 12%. Em Pequim, os chineses fizeram 15,64%. A Grécia, que teve o pior desempenho das últimas edições, fez 3,75% em 2004. Ainda assim, o Brasil tem tudo para bater tanto seu recorde de ouros – cinco – como de medalhas – 17. Pode não ser o suficiente para compensar o dinheiro investido, para ir ao encontro das promessas feitas. Mas para quem terminou Sidney, em 2000, sem um ouro sequer, é um avanço.