Marun: pauta é decisão dos presidentes do Senado e Câmara

O emedebista botou panos quentes e disse que qualquer "mal-entendido" entre o governo e os presidentes da Câmara e do Senado

Brasília – O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB), fez nesta quarta-feira, 21, um “mea-culpa” pela forma como o Palácio do Planalto anunciou o pacote de 15 medidas na área econômica para compensar a não votação da reforma da Previdência.

O emedebista também botou panos quentes e disse que qualquer “mal-entendido” entre o governo e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), que tenha sido gerado pelo anúncio já foi superado.

“Talvez, e eu sou uma pessoa que sou muito franca, antes de anunciar devêssemos ter trazido aqui e comunicado, mesmo que tivesse havido algumas discussões, alguns contatos, talvez, mas isso já é coisa superada”, declarou Marun em entrevista na Câmara, após participar de reunião com líderes da base aliada para discutir a pauta de votações de projetos de interesse do governo. “Reconhecemos e sabemos muito bem que a pauta é uma decisão dos presidentes das casas legislativas”, afirmou o ministro.

O emedebista disse que o governo queria apenas enviar uma sugestão de “priorização” de temas que estão em discussão no Congresso Nacional e na sociedade. “Temas esses que entendemos que, se aprovados, melhorariam a economia brasileira”, disse.

De acordo com ele, foi com essa intenção que o governo anunciou o pacote de 15 medidas na última segunda-feira, durante coletiva no Planalto. “Está absoluta e completamente encerrado qualquer tipo de, digamos, mal-entendido que tenha acontecido em relação a isso”, minimizou.

Em rápida entrevista nessa quarta-feira, o presidente da Câmara afirmou que não está chateado com o governo.

“Não estou chateado. Criticar é outra coisa. A pauta da Câmara quem faz é a Câmara, do Senado quem faz é o senador Eunício. Acho que, sem conversar, a nossa preocupação foi a mesma”, declarou Maia que, na terça, fez duras críticas ao pacote, chegando a afirmar que as medidas cheiravam a “café velho e frio, que não atende à sociedade”.

Para ele, o Planalto desrespeitou o Legislativo ao querer assumir o protagonismo das propostas.