Marina Silva diz que governo tem papel de abrir “caixa preta” da educação

Candidata da Rede também voltou a criticar um dos principais projetos do governo de Michel Temer, o teto dos gastos públicos

São Paulo – A candidata da Rede nas eleições 2018, Marina Silva, disse nesta segunda-feira, 13, que o governo federal tem papel importante na articulação para que se construa uma educação sólida no País. De acordo com ex-senadora, “o governo federal pode abrir a caixa preta” da educação e melhorar a distribuição dos recursos.

Marina, que participou de evento do Todos Pela Educação, na capital paulista, disse que o papel do governo na tarefa de ajudar os Estados e municípios a melhorarem o sistema de educação passa pela equalização da diferença entre o que é gasto por aluno em diferentes regiões. “Você tem realidade em que o município tem um custo por aluno anual de R$ 20 mil, outro de R$ 10 mil. Para fazer essa equalização o governo tem de saber qual é a realidade dos municípios”, disse. Ainda de acordo com a candidata, é papel do governo também trabalhar para que haja “transparência para que possa se verificar inclusive se há problemas de gestão nos municípios.”

A candidata foi questionada sobre quais as características ideais para seu ministro da Educação em uma eventual vitória nas eleições 2018. Marina desconversou e não adiantou um nome para a pasta, mas argumentou que vai manter os critérios usados quando escolheu sua equipe do Ministério do Meio Ambiente, quando foi ministra da pasta no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato. “Critérios éticos, formação técnica e capacidade de mediação política”, emendou.

Marina também voltou a criticar um dos principais projetos do governo de Michel Temer, o teto dos gastos públicos. “Quando você faz isso por 20 anos, com a possibilidade de revisão em 10 anos, você está dizendo que está congelando a educação, a saúde e a segurança que nós temos”, disse.

“No meu entendimento, a responsabilidade fiscal não precisava ser uma emenda constitucional”, disse. “Em 2010, eu já dizia que a gente precisava de um regime de capitalização da Previdência. Eu já dizia que era fundamental controlar gastos públicos. Ao fazer uma emenda na Constituição, no entanto, ao invés de diminuir o custo, se cria um problema”, disse, reforçando o alerta do Tribunal de Contas da União (TCU), de que o teto pode paralisar o governo.

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