Marina nega que flexibilizará CLT, caso seja eleita

A candidata tem dito que defende uma "atualização" na CLT e não redução dos direitos dos trabalhadores

São Bernardo do Campo, SP – A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, fez uma defesa, nesta sexta-feira, 19, dos direitos dos trabalhadores, em São Bernardo do Campo (SP), berço político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula (PT) e do movimento sindical brasileiro.

“Nós fizemos questão de vir até aqui para dizer do nosso compromisso de continuar avançando nas conquistas que o povo brasileiro a duras penas alcançou. O nosso compromisso é com o direito dos trabalhadores”, afirmou.

Em um palanque montado na Praça da Matriz, um dos locais mais simbólicos da cidade, Marina fez diversas promessas e rebateu as críticas de que iria flexibilizar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Coube ao candidato a vice na chapa, Beto Albuquerque, afirmar que eles, se eleitos, irão colocar a revisão do fator previdenciário em discussão e acusou o atual governo de estimular a terceirização.

O programa de governo de Marina cita a necessidade de fazer “alguns ajustes” nas leis trabalhistas, mas a candidata tem dito que defende uma “atualização” na CLT e não redução dos direitos dos trabalhadores.

O evento foi estrategicamente pensado pela campanha de Marina para tratar do tema.

Apesar disso, ela fez um comício esvaziado, formado por um público predominantemente de militantes pagos, sob uma chuva que insistia em cair.

Há duas semanas, a mesma praça ficou lotada para receber Lula e a sua candidata à reeleição, Dilma Rousseff.

No dia do ato do PT, o ex-presidente lembrou a importância do local em todas as suas campanhas.