Maia reage; Trump: nova baixa…

Unidos pela Oi

A Justiça e o Tribunal de Contas da União vão buscar uma saída conjunta para evitar uma já estudada intervenção do governo na operadora de telefonia Oi, informa o jornal Folha de S. Paulo. Uma reunião deve acontecer na próxima semana. A empresa está em processo de recuperação judicial e deu o maior calote da história do país, 65,4 bilhões de reais. Banco do Brasil, Caixa, BNDES e Anatel têm, juntos, 19,5 bilhões de reais a receber.

 

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Reeleição de Maia: descartada

Os líderes do chamado “centrão”, na Câmara dos Deputados, já descartam reeleição do atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nas eleições de fevereiro. Nesta terça-feira, o jornal Folha de S. Paulo teve acesso a um documento de julho, em que a assessoria jurídica da Câmara afirma que, segundo a Constituição, está vetada a reeleição de presidentes dentro de uma mesma legislatura, inclusive em caso de mandatos-tampões. Só estaria liberada a reeleição no período de transição entre as legislaturas – e a atual só termina em 2019. Maia, em resposta, afirmou que prefere o parecer do então advogado Luís Roberto Barroso, hoje ministro do Supremo, que diz haver possibilidade de reeleição.

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JBS lucra menos

A companhia de alimentos JBS teve lucro de 887,1 milhões de reais no terceiro trimestre, uma queda de 74,2% ante o ganho do mesmo período de 2015. Segundo a empresa, o resultado foi afetado pela valorização do real, o aumento expressivo do preço dos grãos e a elevação das despesas financeiras. “Acreditamos que o momento mais desafiador da nossa plataforma na América do Sul ficou para trás ao fim deste terceiro trimestre e que teremos recuperação da rentabilidade nos próximos períodos”, disse o presidente da companhia, Wesley Batista.

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Europa cresce 0,3%

O instituto de estatísticas europeu Eurostat confirmou nesta terça-feria que a economia da zona do euro cresceu apenas 0,3% nos três meses até setembro, em comparação com o segundo trimestre do ano. Em relação ao mesmo período do ano passado o avanço foi de 1,6%. Segundo a Eurosat os investimentos voltaram a cair, ao passo que as exportações contribuíram positivamente. Este foi o primeiro resultado trimestral após a decisão do Reino Unido de deixar o bloco, no fim de junho.

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Transição paralisada

A equipe de transição do presidente americano eleito, Donald Trump, sofreu nova baixa nesta terça-feira, com a saída do ex-deputado e ex-agente do FBI Mike Rogers. Ele era peça chave em assuntos de segurança. Na sexta-feira, o então chefe da equipe de transição, o governador de Nova Jersey Chris Christie, foi substituído após dois dias no cargo. As mudanças evidenciam a dificuldade de Trump de unir a cúpula do partido republicano. Enquanto isso, a equipe sequer começou formalmente a trocar informações com o governo atual.

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Secretário Giuliani?

Segundo fontes próximas ao presidente eleito Donald Trump citadas pelo site Politico, o ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani é o franco favorito a ser o Secretário de Estado do próximo governo. O cargo atualmente é ocupado por John Kerry — e havia sido o cargo de Hillary Clinton entre 2009 e 2013. Giuliani é o vice-presidente do comitê de transição do bilionário e foi um dos principais conselheiros da campanha de Trump e uma das vozes do partido que se manteve ao seu lado, inclusive durante a campanha. Advogado por formação, Giuliani já atuou em cargos públicos jurídicos e era uma nome cotado para o Departamento de Justiça e para a Advocacia Geral.

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Brexit vai longe

De acordo com um documento vazado do escritório da primeira-ministra britânica, Theresa May, o Reino Unido não tem um plano de saída definido para deixar a União Europeia, conforme votado pela população no referendo Brexit. Obtido pelo jornal The Times e pela rede de TV BBC, o texto afirma que o gabinete executivo pode atrasar até seis meses a saída do país do bloco. May já afirmou que daria entrada no processo que tira o Reino Unido da Europa até março, mas até agora não apresentou nenhuma revelação de como isso irá se desenvolver. O governo britânico negou as afirmações de que não tem um plano de como realizar o Brexit.

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Paz em espera

Na manhã desta terça-feira, os negociadores do governo colombiano afirmaram que o novo texto do tratado de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) apresentado no sábado em Havana, Cuba, é definitivo. Para o governo, só falta discutir como o texto será referendado. Do outro lado, os apoiadores do “Não”, que venceram o plebiscito sobre o tema em outubro, dizem que ainda há termos a serem discutidos, como a elegibilidade de membros das Farc e a determinação de penas para os que cometeram delitos graves. Embora tenha cedido em alguns pontos, o governo não acatou por completo as reivindicações do grupo contrário, comandado pelo ex-presidente Alvaro Uribe, que afirma que o atual texto não é definitivo.