Lula: bens avaliados; debate em SP…

Mais uma da Acrônimo

A Polícia Federal deflagrou nova fase da Operação Acrônimo nesta sexta-feira. No centro das suspeitas está um suposto pagamento de propina de 3 milhões de reais pela OAS ao governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel. O valor serviria em troca de influência do petista no Uruguai para viabilizar a construção de um gasoduto pela empreiteira. De acordo com a delação premiada do suposto operador de Pimentel, o empresário Benedito Rodrigues Oliveira, conhecido por Bené, o dinheiro foi entregue de forma parcelada na sede da MOP Consultoria, cujos sócios são Marco Antônio Teixeira, Otílio Prado e Paulo Moura Ramos. Teixeira é secretário de Estado da Casa Civil e de Relações Institucionais de Minas.

Verifique a tralha

A pedido da Procuradoria da República, o juiz federal Sergio Moro mandou nesta sexta-feira a Secretaria da Presidência da República avaliar os bens apreendidos em poder do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Aletheia para identificar o que é de posse do presidente e que pertence à República. “Faz-se necessário solicitar exame por órgão administrativo acerca do material apreendido para que possa ser feito o necessário crivo (…)”. Lula alega que os itens são presentes recebidos quando exerceu seus dois mandatos. Advogados do ex-presidente dizem que a decisão “é mais um exemplo dos excessos cometidos por Moro em relação a Lula e reforça sua suspeição para qualquer julgamento envolvendo o ex-presidente”.

Mulheres

A ministra Cármen Lúcia saiu em defesa da igualdade de tratamento entre homens e mulheres na sociedade, bandeira que adotou desde a posse como presidente do Supremo Tribunal Federal. Mesmo no maior posto da carreira, a ministra disse que ainda sente forte discriminação de gênero e declarou que o preconceito não precisa ser dito para ser percebido. “A verdade é que o preconceito passa pelo olhar. O preconceito na sociedade contra a mulher tem, esse é um fato. Isso já mudou, melhorou muito em relação ao que já foi”, afirmou em conversa com jornalistas. Dos 11 ministros do Supremo, só Rosa Weber e ela são mulheres.

Feliz

Candidato à prefeitura de São Paulo pelo PSDB, o empresário João Doria era todo sorrisos nesta sexta-feira nos bastidores do debate SBT/UOL/Folha de S. Paulo. A alegria vem do resultado da última pesquisa Datafolha, em que aparece na frente com 25% das intenções de voto. O tucano ultrapassou Celso Russomanno, que agora tem 22%, e Marta Suplicy, com 20%. Perguntado por EXAME Hoje se representava o “Novo Haddad”, em virtude da arrancada, copiou a atleta Simone Biles. “Sou o primeiro João Doria”, disse.

Felicidade cautelosa

Assessores próximos de Doria não escondiam o entusiasmo, mas falam com discrição da pesquisa. “É uma felicidade cautelosa. Há muito trabalho pela frente”, diz um deles. Doria faz campanha, segundo a equipe, por 12 horas a fio. A esposa Bia Doria não reclama: “Ele nunca parou em casa…” Já a equipe de Celso Russomanno tenta manter a confiança perante a queda que o candidato demonstra. Membros da cúpula dizem que as pesquisas internas do partido ainda apontam o deputado federal como líder nas pesquisas e que a estratégia de campanha seguirá a mesma. Uma das assessoras, porém, não está tão animada. “Vamos esperar o Ibope, né?”

Esqueceram de mim

O prefeito Fernando Haddad, estacionado em quarto lugar nas pesquisas foi deixado de lado a maior parte do debate. Seus assessores mostravam apreensão. O petista só foi lembrado por Marta, que busca uma parcela de seu eleitorado. Para isso, a peemedebista reforçou que os CEUs são criação sua, não do partido a que ambos pertenciam. Marta também usou o debate para atacar Doria, dizendo que é preciso “vocação política” para administrar São Paulo, em contraposição às afirmativas de Doria de que “não é um político, mas um empresário”.

Vai devolver

Enquanto Doria participava do debate no estúdio do SBT, a Justiça de Campos do Jordão determinou a reintegração de posse de uma via pública invadida pelo candidato para a construção de sua mansão na cidade. Foram incorporados cerca de 400 metros quadrados ao imóvel. Quando perguntado pela candidata Luiza Erundina o que faria com o imbróglio jurídico, Doria desconversou. No último bloco, depois de ser informado da decisão, disse que devolveria a terra.