Lula atinge ápice de aprovação para 2018, mostra Ipsos

Em dezembro, Lula teve seu sexto mês seguido de melhora na avaliação, chegando a 45% de aprovação

São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu o ápice de aprovação na série histórica das pesquisas Barômetro Político Estadão-Ipsos, enquanto outros possíveis candidatos, como Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede) e Jair Bolsonaro (PSC), sofrem desgaste na imagem. Em dezembro, Lula teve seu sexto mês seguido de melhora na avaliação, chegando a 45% de aprovação. A parcela da população que o desaprova, no entanto, ainda é maior: 54%.

O levantamento do Ipsos, porém, não estima as chances eleitorais dos presidenciáveis. A pesquisa mede apenas as taxas de aprovação e desaprovação de uma lista de personalidades, a maioria do mundo político.

Em junho, o ex-presidente era aprovado “um pouco” ou “totalmente” por 28% dos brasileiros, segundo o instituto. Nos meses seguintes, a taxa passou para 29%, 32%, 40%, 41%, 43% e, finalmente, 45%. Já a desaprovação caiu 14 pontos porcentuais desde junho.

Para Danilo Cersosimo, diretor do Ipsos, a mudança de percepção sobre o ex-presidente está vinculada à crise da rede de proteção social no País. “Lula é bastante associado a causas sociais, e essa associação é relevante em um momento de degradação do emprego, da economia e dos programas de assistencialismo e fomento de políticas públicas de combate à desigualdade, que vem aumentando no Brasil.”

No próximo mês, será julgado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) um recurso apresentado pelo ex-presidente contra a condenação a 9 anos e 6 meses de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Lula foi acusado de receber um apartamento no Guarujá como propina da empreiteira OAS. O recurso será analisado no dia 24 de janeiro – se a condenação for confirmada, o petista poderá ficar legalmente impedido de concorrer novamente à Presidência da República.

Quedas

Geraldo Alckmin aparece na pesquisa Ipsos com 19% de aprovação e 72% de desaprovação. No levantamento do mês anterior, as taxas eram, respectivamente, de 24% e 67%. Isso significa que o governador paulista teve uma leve deterioração na imagem no momento em que se preparava para assumir a presidência do PSDB.

Jair Bolsonaro, que tem aparecido em segundo lugar em pesquisas de intenção de voto, atrás de Lula, é aprovado por 21% e reprovado por 62%, segundo o Ipsos. Houve piora de suas taxas em relação aos dois levantamentos anteriores.

A mesma tendência foi observada nos números relativos a Marina Silva, vista favoravelmente por 28% e desaprovada por 62% – desde outubro, a aprovação caiu oito pontos.

No mesmo período, a aprovação a Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e citado como possível presidenciável pelo PSB, caiu onze pontos, de 48% para 37%.

Metodologia

A pesquisa Ipsos não é de intenção de voto. O que os pesquisadores dizem aos entrevistados é o seguinte: “Agora vou ler o nome de alguns políticos e gostaria de saber se o (a) senhor (a) aprova ou desaprova a maneira como eles vêm atuando no País”.

O Barômetro Político Estadão-Ipsos é uma pesquisa mensal que monitora a opinião da população sobre personalidades do mundo político e jurídico. Nenhum presidenciável tem taxa de aprovação maior do que a de desaprovação. Dos 24 nomes monitorados em dezembro, apenas Luciano Huck tem avaliação positiva superior à negativa. O apresentador já anunciou que não vai disputar a Presidência.

Na primeira quinzena deste mês, foram feitas 1.200 entrevistas em 72 municípios do País – a margem de erro é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários

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  1. Lissandro Bassani

    Que tal informar em que grupos se fez tais “pesquisas”. Não conheço uma única pessoa que votaria neste elemento já condenado em primeira instância.

  2. Antonio Gomes

    as pesquisas de intensão de voto em Lula, se não são manipulada, são no minimo incongruentes com a situação de Réu na justiça, tais tendencias escondem a proporção da população que não votará em ninguém dos candidatos indicados em tais pesquisas, é forçação de barra e tendenciosa.

  3. Ives Accosta

    Eu até conheço. São pessoas estudadas, porém são minorias

  4. Renato de Oliveira Lucena (Developer PHP)

    A maioria que conheço não vota no lula, não sei onde arruma estes dados, parece que foram pagos, não entendo a mídia, e olhe que muitas pessoas que conheço, estudadas ou não.