Lava Jato completa 4 anos e se aproxima de seu grand finale

ÀS SETE - Nesta sexta-feira procuradores estarão hoje em Porto Alegre, numa reunião de trabalho das forças-tarefa das três instâncias do MPF

A Lava Jato completa quatro anos de sua primeira operação nesta sexta-feira. Procuradores da República, incluindo a Procuradora-Geral, Raquel Dodge, estarão hoje em Porto Alegre, numa reunião de trabalho das forças-tarefa das três instâncias do Ministério Público Federal que atuam na Operação Lava Jato.

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Às 14h30, deve haver uma coletiva de imprensa apresentando os resultados conseguidos até aqui – Dodge deve falar com a imprensa pela manhã porque tem compromissos em outros estados ao longo do dia.

Nesse tempo, a operação fixou acordos de delação premiada que devem devolver 11,5 bilhões de reais para os cofres públicos. Desse total, 759 milhões já foram devolvidos aos cofres públicos e 3,2 bilhões de reais correspondem aos bens dos réus bloqueados.

Além disso, levou para a cadeia personagens influentes da política e da economia do país, como o ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral (MDB), o empreiteiro Marcelo Odebrecht, o ex-senador Delcídio Amaral e o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

O ex-presidente Lula (PT) pode ser o próximo da lista. Já foi condenado na segunda instância e, na expectativa dos próprios petistas, pode ser preso ainda em março.

A operação também se estendeu para outros países e está mais adiantada no Peru, onde por coincidência também hoje o presidente Pedro Pablo Kuczynski deve responder às perguntas feitas pela Polícia Federal brasileira. Por causa do escândalo, Kuczynski pode perder o mandato.

O Congresso peruano aprovou ontem a abertura do segundo processo de impeachment contra ele. Na primeira vez Kuczynski se salvou após acertar com a oposição um polêmico indulto natalino ao ex-presidente Alberto Fujimori.

Kuczynski foi delatado pelo ex-diretor da Odebrecht no Peru, Jorge Barata, que afirmou que a empreiteira financiou as campanhas eleitorais do presidente peruano e dos ex-mandatários Ollanta Humala, Alan García e Alejandro Toledo, e de políticos como Keiko Fujimori, filha de Alberto, e Susana Villarán, então prefeita de Lima em 2013.

Se a Lava Jato chega aos quatro anos perto de seu gran finale no Brasil, nos países vizinhos os desdobramentos da operação ainda podem cortar muitas cabeças.

Comentários

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  1. Marcelo Mário

    kkkkk
    kkkkk, está chegando ao final. E o núcleo político até agora nada, PP e outros vão sair isentos?

  2. Marcelo Mário

    Lista imensa de políticos envolvidos e até agora prenderam uma mixaria.
    Vergonha.

  3. Jhansen da Rosa Machado

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk que final? Com Aecio solto, Temer nem indiciado foi, Cunha tranquilamente aproveitando o retiro de ferias (alguem ai ja viu alguma foto dele preso?????). Isso deveria estar LONGE de ser considerado como “fase final”. Usar esse termo seria sapatear na cara da populacao que quer ver os realmente culpados, os realmente corruptos e corruptores na cadeia, E POR UM BOM TEMPO!!!!!

  4. A lava jato ja cumpriu seu papel de condenar Lula e ferrar com o Brasil, agora vai estender as suas garras pra cima de outros paises da America Latina. Isso é que e agradar ao Tio Sam. O patrimonio brasileiro ja foi para as maos dos EUA, agora ta faltando o dos vizinhos.